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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Pré-mercado: após a alta do dólar, foco no emprego americano

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 2 de agosto



Bom dia. Estamos na sexta-feira, 2 de agosto.


Cenários


O mercado de trabalho dos EUA pode ter esfriado um pouco em julho, já que uma desaceleração gradual na economia e o furacão Beryl devem ter diminuído o ritmo das contratações.


Ainda assim, mesmo que o relatório de emprego não-agrícolas (“non farm payroll”) de julho indique um cenário de emprego mais fraco, espera-se que o declínio seja pequeno. Ou seja, mostrando que o Federal Reserve (FED), o banco central americano, está tendo sucesso em conseguir uma desaceleração suave da economia, o “soft landing”.


A projeção é de abertura de 176 mil vagas em julho, abaixo das 206 mil em junho, com a taxa de desemprego mantendo-se em 4,1%.


Perspectivas


Os relatórios de empregos do último ano e meio rotineiramente superaram o consenso. No entanto, alguns bancos acreditam que o relatório pode ser mais fraco.


O banco de investimentos Goldman Sachs afimrou esperar que o furação Beryl, que devastou parte do Texas, reduza o número de empregos em 15 mil. Sua projeção é de abertura de 165 mil vagas, abaixo do consenso. O Citigroup projeta um número ainda menor — 150.000 em folhas de pagamento e um ligeiro aumento na taxa de desemprego para 4,2%.


Se a taxa de desemprego continuar subindo, isso pode aumentar os temores de que a chamada Regra de Sahm esteja em perigo de ser acionada. A regra observou sem falhas que, quando a taxa de desemprego em um período de três meses é, em média, meio ponto percentual maior do que a mínima de 12 meses, a economia está em recessão. Há um ano, o nível de desemprego estava em 3,5% antes de começar a subir.


Indicadores


- Brasil


Produção industrial (Jun)

Esperado: + 2,4%

Anterior: – 0,9%


Produção industrial (12m)

Esperado: + 1,2%

Anterior: – 1,0%


- Estados Unidos


Emprego não agrícola (Jul)

Esperado: 176 mil

Anterior: 206 mil


Desemprego (Jul)

Esperado: 4,1%

Anterior: 4,1%


Salário médio por hora (12m)

Esperado: 3,7%

Anterior: 3,9%

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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Pré-mercado: incerteza americana derruba ações de gigantes de tecnologia

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quarta-feira, 24 de julho



Bom dia. Estamos na quarta-feira, 24 de julho.


Cenários


Duas empresas das principais empresas americanas de tecnologia divulgaram seus resultados na noite da terça-feira (23): Tesla, do bilionário Elon Musk, e Alphabet, controladora do Google, dos bilionários Larry Page e Sergey Brin.


Os resultados ficaram abaixo do esperado. As ações da Tesla chegaram a cair até 8% no pré-mercado. A montadora de carros elétricos divulgou resultados abaixo do esperado no trimestre, no segundo trimestre. O faturamento caiu para US$ 19,9 bilhões (R$ 111 bilhões), baixa de 7% na comparação com o mesmo período de 2023.


A empresa foi forçada a reduzir os preços a nível global e a oferecer descontos e incentivos para enfrentar a queda das vendas e o aumento da concorrência, especialmente na e com a China. O país asiático é um dos seus maiores mercados e também sedia seu principais concorrentes.


As ações da Tesla recuam 1% no acumulado do ano, ante uma alta de cerca de 16% no índice Nasdaq, que concentra as principais empresas americanas de tecnologia.


A Alphabet, empresa que controla Google e Youtube, faturou US$ 84,74 bilhões (R$ 472,2 bilhões), alta de 14% ante o mesmo período de 2023 e em linha com as projeções. No entanto, o faturamento publicitário do Youtube ficou abaixo do esperado, o que está fazendo as ações caírem 2% no pré-mercado.


Perspectivas


A baixa nas cotações das empresas tecnológicas comprova a incerteza dos investidores com relação a esse setor. Após superarem a alta dos juros americanos no primeiro semestre de 2023, essas empresas agora enfrentam incertezas decorrentes do cenário eleitoral americano.


Uma eventual vitória do candidato republicano Donald Trump poderá tornar ainda mais difíceis as relações comerciais com a China, privando essas empresas de insumos e de consumidores. Os investidores avaliam que uma vitória da democrata Kamala Harris seria menos danosa, mas ainda assim ela poderia endurecer as relações comerciais com o país asiático.


Daí a incerteza dos investidores com relação às empresas tecnológicas. A semana está sendo pobre em indicadores econômicos, daí o aumento da importância dos resultados corporativos na movimentação dos mercados.


Indicadores


- Brasil

Sem indicadores relevantes


- Estados Unidos


PMI do setor de serviços (Jul)

Esperado: 54,7

Anterior: 55,3


PMI Industrial (Jul)

Esperado: 51,6

Anterior: 51,6


Venda de casas novas (Jun)

Esperado: 639 mil

Anterior: 619 mil

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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Pré-mercado: foco no fiscal e no apagão tecnológico internacional

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 19 de julho



Bom dia. Estamos na sexta-feira, 19 de julho.


Cenários


A semana nos mercados está se encerrando com um movimento negativo. Na quinta-feira (18) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um contingenciamento de gastos de R$ 15 bilhões no orçamento de 2024.


No cenário internacional, a madrugada foi movimentada devido a uma pane de generalizada nos sistemas da Microsoft. Uma atualização da empresa americana de segurança digital CrowdStrike Holdings, que fornece softwares de proteção para grandes empresas, travou computadores ao redor do mundo.


Os afetados mais visíveis foram empresas de aviação e bancos nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Cingapura, África do Sul e Austrália. Usuários de bancos no Brasil também informaram instabilidades e falhas nos sistemas.


Perspectivas


A primeira reação ao contingenciamento de R$ 15 bilhões foi negativa, com queda de 1,40% no Ibovespa e alta de quase 2% no dólar, que fechou a R$ 5,58.


Para os profissionais do mercado, o resultado foi melhor do que o esperado, mas pior do que o desejado. O governo teria de reduzir mais seus gastos para cumprir as metas do arcabouço fiscal e permitir um afrouxamento mais intenso da política monetária.


No entanto, isso é considerado pouco provável pelos investidores, o que eleva a percepção de risco e mantém juros, dólar e ações pressionados.


Indicadores


- Brasil

Sem indicadores relevantes


- Estados Unidos

Sem indicadores relevantes

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sexta-feira, 12 de julho de 2024

Pré-mercado: expectativa com a inflação americana no atacado

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 12 de julho



Bom dia. Estamos na sexta-feira, 12 de julho.


Cenários


A notícia mais importante da quinta-feira (11) foi a divulgação de uma inflação ao consumidor nos Estados Unidos para o mês de junho abaixo do esperado. O O Consumer Price Index (CPI) caiu 0,1% no mês passado, ante projeções de alta de 0,1%.


No acumulado em 12 meses, a inflação “cheia” variou 3,0%. Esse resultado foi abaixo da projeção de 3,1% e da variação de 3,3% acumulada nos 12 meses até maio.


O “núcleo” da inflação, que não considera os preços mais voláteis de alimentos e da energia, também ficou abaixo do esperado. Em 12 meses, ele indicou uma alta de 3,3% nos preços, inferior à projeção e à variação de maio, ambas de 3,4%.


Nesta sexta-feira deverá ser divulgada a inflação ao produtor (Producer Price Index, PPI). A mediana das expectativas dos investidores é de uma leve aceleração nos preços, com o PPI indicando uma inflação de 0,1% em junho após ter registrado uma deflação (queda de preços) de 0,2% em maio.


No acumulado de 12 meses, a mediana das projeções também é de alta, com a inflação no atacado acelerando levemente para 2,3% ante os 2,2% nos 12 meses até maio.


Perspectivas


Essas variações parecem ser irrelevantes. Não fazem diferença para o consumidor americano que tem de encher o tanque do carro e pagar a conta do supermercado. No entanto, os profissionais do mercado financeiro e os investidores observam tendências. E uma tendência de desaceleração da inflação tem um impacto profundo na trajetória dos juros.


Desde julho de 2023 o Federal Reserve (FED), o banco central americano, vem mantendo a taxa referencial dos Fed Funds na fixa entre 5,25% e 5,50% ao ano, nível mais elevado desde fevereiro de 2001.


Nos EUA, como no Brasil, juro alto incomoda. Não por acaso, em seus dois dias de depoimento no Congresso nesta semana, Jerome Powell, presidente do FED, afirmou que manter os juros muito altos por muito tempo prejudica a economia. Porém, ele também repetiu o que vem dizendo desde o início do ano: que a redução dos juros americanos dependerá de sinais de que a inflação está convergindo para a meta de 2% ao ano.


A desaceleração do CPI na quinta-feira foi um bom sinal disso. Um PPI abaixo do esperado poderá destravar mais um movimento de valorização das ações americanas, pelo reforço da expectativa de dois cortes de 0,25 ponto percentual nos juros ainda neste ano.


Indicadores


- Brasil


Pesquisa Mensal de Serviços (Mai)

Esperado: ND

Anterior: + 0,5%


Pesquisa Mensal de Serviços (12M)

Esperado: ND

Anterior: + 5,6%


- Estados Unidos


Inflação no atacado / PPI (Jun)

Esperado: + 0,1%

Anterior: – 0,2%


Inflação no atacado / PPI (12M)

Esperado: 2,3%

Anterior: 2,2%

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quinta-feira, 11 de julho de 2024

Pré-mercado: investidores focam na inflação americana

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quinta-feira, 11 de julho



Bom dia. Estamos na quinta-feira, 11 de julho.


Cenários


Nesta quinta-feira haverá a divulgação da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, medida pelo Consumer Price Index (CPI). Não é o indicador mais relevante para o Federal Reserve (FED), o banco central americano, que prefere o Personal Consumption Expenditure (PCE), divulgado no fim do mês. No entanto, este CPI tem uma importância especial. Se confirmar o movimento de desaceleração da inflação, ele poderá justificar até duas reduções de juros pelo FED ainda durante o segundo semestre.


Perspectivas


As probabilidades de que isso ocorra começaram a crescer. Na terça-feira (9) e na quarta-feira (10), Jerome Powell, presidente do FED, concedeu seu depoimento semestral no Senado e na Câmara dos Deputados americanos. Nas duas reuniões, Powell repetiu o que vem dizendo há meses, que a trajetória da política monetária americana depende dos dados.


No entanto, Poweill acrescentou algo novo: sua percepção de que juros “muito elevados por muito tempo” poderão prejudicar a economia americana. Isso animou os investidores.


A tarefa do banco central americano tem sido dificultada pela resiliência do mercado de trabalho e pela persistência da inflação em patamares muito superiores à meta de 2%. Por isso, uma tendência de queda pode sustentar expectativas de afrouxamento na política monetária.


Indicadores


- Brasil


Vendas no varejo (Mai)

Esperado: – 0,9%

Anterior: + 0,9%


Vendas no varejo (12m)

Esperado: 4,0%

Anterior: 2,2%


- Estados Unidos


Inflação ao consumidor (Jun)

Esperado: 0,1%

Anterior: 0,0%


Inflação ao consumidor (12m)

Esperado: 3,1%

Anterior: 3,3%


Núcleo da inflação ao consumidor (Jun)

Esperado: 0,2%

Anterior: 0,2%


Núcleo da inflação ao consumidor (12m)

Esperado: 3,4%

Anterior: 3,4%

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terça-feira, 9 de julho de 2024

Pré-mercado: Jerome Powell discute inflação e emprego no Senado americano

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta terça-feira, 9 de julho



Bom dia. Estamos na terça-feira, 9 de julho.


Cenários


O principal evento do dia é o depoimento semestral de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (FED), o banco central americano, no Senado dos Estados Unidos.


Vários indicadores relevantes mostram uma desaceleração da economia americana. Começando pela própria inflação. Em maio, o Consumer Price Index (CPI) acumulado em 12 meses desacelerou para 3,3%, levemente abaixo dos 3,4% dos 12 meses até abril. Os mesmos números valem para o “núcleo” do CPI, que exclui os preços mais voláteis dos alimentos e dos combustíveis e energia. E na quinta-feira (11) será divulgado o CPI de junho.


Na sexta-feira (5) foi divulgado o “non-farm payroll” de junho, mostrando uma desaceleração nas contratações. No mês passado foram abertas 206 mil vagas em termos líquidos (a diferença entre contratações e demissões). Esse resultado foi inferior ao número revisado de maio, que foi de 218 mil vagas. E a revisão de maio mostrou uma desaceleração. O resultado foi bastante inferior à estimativa preliminar de 272 mil contratações.


Perspectivas


O que todos esses números significam? Os indicadores podem representar o início de um processo de desaceleração da economia americana. Ou podem ser apenas um solavanco em um cenário de emprego e consumo ainda aquecidos. Há espaço para as duas alternativas. Daí a importância da fala de Powell, que poderá reforçar ou corrigir as expectativas de um primeiro corte do juros pelo FED já na reunião de setembro.


Indicadores


Sem indicadores relevantes

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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Pré-Mercado: dados de emprego nos EUA no radar

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 5 de julho



Bom dia. Estamos na sexta-feira, 5 de julho.


Cenários


Após a pausa do feriado do Dia da Independência, os mercados americanos retomam a atividade nesta sexta-feira (05) à espera dos dados de emprego de junho. Serõ divulgados o nível de criação de empregos não agrícolas (“non-farm payroll”), a taxa de desemprego e a variação do salário médio por hora, além de outros indicadores.


Esses números são particularmente importantes porque outros indicadores divulgados nesta semana mostraram um arrefecimento do mercado de trabalho.


Na quarta-feira (03) o nível de emprego ADP de junho mostrou uma desaceleração. Foram abertas 150 mil vagas líquidas, abaixo das 157 mil de maio e da expectativa de 163 mil.


E também na quarta-feira foi divulgado o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego. A divulgação, que ocorre às quintas-feiras, foi antecipada devido ao feriado. E o número superou as projeções, também mostrando um desaquecimento do mercado. Foram protocolados 238 mil pedidos, acima da expectativa de 234 mil. E o número da semana anterior foi revisado para cima, subindo de 233 mil para 234 mil.


Perspectivas


Em suas declarações mais recentes, os diretores do Federal Reserve (FED), o banco central americano, têm reiterado que a trajetória da política monetária nos Estados Unidos vai depender do comportamento da economia. Ou seja, de indicadores como a inflação, o emprego e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Se o “non-farm payroll” vier em linha com os demais indicadores da semana e confirmar uma desaceleração do nível de emprego, isso será um argumento robusto a favor da redução dos Fed Funds.


Indicadores


- Brasil

Sem indicadores relevantes


- Estados Unidos

Emprego não-agrícola (Jun)

Esperado: 191 mil

Anterior: 272 mil


Taxa de desemprego (Jun)

Esperado: 4,0%

Anterior: 4,0%


Salário médio por hora (12m)

Esperado: 3,9%

Anterior: 4,1%

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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Pré-mercado: feriado nos EUA desacelera negócios

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quinta-feira, 4 de julho



Bom dia. Estamos na quinta-feira, 4 de julho.


Cenários


A comemoração do Dia da Independência nos Estados Unidos deverá reduzir o volume de negócios e a volatilidade dos mercados globais nesta quinta-feira. A tensão diminuin no cenário doméstico. A redução do tom das críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à atuação do Banco Central (BC) e o fato de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ter reiterado o compromisso com a solidez das contas animaram os investidores. Por isso o dólar fechou em queda de 1.7% na quarta-feira e fechou a R$ 5,56.


Perspectivas


Segundo os analistas da Levante Ideias de Investimentos, “o alinhamento de expectativas entre o chefe do Executivo e a equipe econômica poderá corrigir a trajetória errante para o câmbio observada nas últimas semanas”. E as declarações de Haddad também reduziram o desconforto dos investidores. O chefe da equipe econômica afirmou que Lula determinou que o novo arcabouço seja cumprido “a todo custo” nos próximos três anos e que, para 2025, estão previstos cortes de R$ 25,9 bilhões em despesas obrigatórias.


Indicadores


- Brasil

Balança Comercial (Jun)

Esperado: US$ 5,08 bilhões

Anterior: US$ 8,53 bilhões


- Estados Unidos

Feriado


- Reino Unido

Eleições gerais

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quarta-feira, 3 de julho de 2024

Pré-mercado: foco no comportamento do dólar

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quarta-feira, 3 de julho



Cenários


O foco do mercado nesta quarta-feira, véspera do feriado americano do Dia da Independência, segue sendo o dólar. Os investidores estão atentos à movimentação da taxa de câmbio, que chegou a R$ 5,70 na terça-feira (3), nível mais elevado desde janeiro de 2022.


O que pressionou o câmbio foi a desconfiança dos investidores com relação à sustentabilidade do equilíbrio fiscal, além da perspectiva de que os juros americanos sigam elevados por mais tempo.


Perspectivas


Nesta quarta-feira há dúvidas se o Banco Central (BC) poderá intervir no mercado de câmbio para reduzir a volatilidade.


Indicadores


- Brasil


Pesquisa mensal indústria (Mai)

Esperado: ND

Anterior: – 0,5%


Pesquisa mensal indústria (12m)

Esperado: – 1,7%

Anterior: + 8,4%


- Estados Unidos


Pesquisa de empregos ADP (Jun)

Esperado: 163 mil

Anterior: 152 mil


Pedidos iniciais seguro desemprego

Esperado: 234 mil

Anterior: 233 mil

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terça-feira, 2 de julho de 2024

Pré-mercado: o dólar seguirá batendo recordes?

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta terça-feira, 2 de julho



Bom dia. Estamos na terça-feira, 2 de julho.


Cenários


O dólar segue pressionado. No primeiro pregão do semestre, a moeda americana fechou a R$ 5,65, alta de 1,15% e maior cotação desde dez de janeiro de 2022. O câmbio não ficava tão pressionado em quase dois anos e meio.


Para além do dólar, o mercado de juros também mostrou sinais de stress. Na segunda-feira (1), a curva de juros fechou indicando 69% de probabilidade de alta da taxa referencial Selic já na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 31 de julho. O Ibovespa fechou com alta de 0,66% a 124.718 pontos devido, principalmente, a altas nas ações de empresas exportadoras.


Perspectivas


Há causas nacionais e internacionais para a alta dos juros e do dólar.


No exterior, o aumento da probabilidade de uma vitória de Donald Trump na eleição presidencial americana de novembro indica mais possibilidade de que os juros sigam elevados por mais tempo, o que pressiona o câmbio.


Por aqui, a percepção dos profissionais do mercado de que o governo terá cada vez mais dificuldade para cumprir as metas fiscais insere um componente de risco adicional, que se converte em uma alta nas taxas de câmbio.


O dólar está bastante pressionado e, no ano, acumula uma apreciação de cerca de 15% em relação ao real, uma das maiores do mundo. Apesar da tensão, a moeda americana está oferecendo cada vez mais espaço para uma realização de lucros, por isso não se descarta a hipótese de uma sessão volátil.


Indicadores


- Brasil


IPC-Fipe Mensal (Jun)

Observado: 0,26%

Esperado: ND

Anterior: 0,09%


- Estados Unidos


Ofertas de emprego JOLTs (Mai)

Esperado: 7,96 milhões

Anterior: 8,059 milhões


- Zona do Euro


Inflação ao consumidor (12m)

Observado: 2,5%

Esperado: 2,5%

Anterior: 2,6%


Núcleo da inflação ao consumidor (12m)

Observado: 2,9%

Esperado: 2,8%

Anterior: 2,9%

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segunda-feira, 1 de julho de 2024

Pré-mercado: Focus indica expectativa de 4,00% para o IPCA

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta segunda-feira, 1º de julho



Bom dia. Estamos na segunda-feira, 1º de julho.


Cenários


Divulgda pelo Banco Central (BC) na manhã desta segunda-feira (1), a edição mais recente do Relatório Focus mostrou uma nova elevação nas projeções de inflação por parte dos profissionais do mercado financeiro.


A inflação esperada para 2024 agora avançou para 4,00%, levemente acima dos 3,98% da edição da semana anterior. Há quatro semanas, a projeção era de 3,88%.


A taxa de câmbio esperada para dezembro também aumentou. Agora está em R$ 5,20, acima dos R$ 5,15 da semana anterior e dos R$ 5,05 de há quatro semanas.


Perspectivas


A elevação das estimativas para a inflação e para o câmbio mostra o conservadorismo do mercado e a continuidade do que o Banco Central vem chamando de “desancoragem das expectativas”. Ou seja, a convicção dos profissionais do mercado financeiro de que a inflação seguirá subindo apesar de o BC ter interrompido a trajetória de corte de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho.


Além disso, a semana será abreviada pelo feriado americano de 4 de julho (dia da Independência), a ser comemorado na próxima quinta-feira, o que deve reduzir a liquidez dos negócios dos dois últimos pregões da semana.


Indicadores


- Brasil

Relatório Focus


PMI Industrial S&P Global (Jun)

Esperado: ND

Anterior: 52,1


- Estados Unidos

PMI Industrial (Jun)

Esperado: 51,7

Anterior: 51,3

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sexta-feira, 28 de junho de 2024

Pré-mercado: inflação americana e déficit brasileiro

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 28 de junho



Bom dia. Estamos na sexta-feira, 28 de junho.


Cenários


O último indicador relevante do semestre é o núcleo do Personal Consumption Expenditure (PCE) de maio, índice de inflação americana que é o mais importante para o Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos. A projeção é uma desaceleração em maio


Para além da inflação americana, os números fiscais brasileiros não foram bons. Em maio, o orçamento teve um déficit de R$ 138,256 bilhões, acima do déficit de R$ 69,638 bilhões de abril. O déficit foi muito maior do que a expectativa de R$ 118,9 bilhões. Já a dívida bruta subiu para 76,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em maio, ante os 76,0% de abril. A projeção era de um aumento para 76,4%.


Perspectivas


A inflação será um indicador fundamental para o mercado poder traçar uma trajetória esperada para os juros nos EUA. As expectativas de um possível corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve em setembro permanecem robustas, com uma probabilidade estimada de 57,9%, conforme indicado pelo CME Group.


Indicadores


- Brasil


Desemprego (Mai)

Esperado: 7,3%

Anterior: 7,5%


- Estados Unidos


Inflação PCE (Mai)

Esperado: 0,0%

Anterior: 0,3%


Inflação PCE (12M)

Esperado: 2,6%

Anterior: 2,7%


Núcleo da inflação PCE (Mai)

Esperado: 0,1%

Anterior: 0,2%


Núcleo da inflação PCE (12M)

Esperado: 2,6%

Anterior: 2,8%

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quinta-feira, 27 de junho de 2024

Pré-mercado: à espera do PIB americano

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quinta-feira, 27 de junho



Bom dia. Estamos na quinta-feira, 27 de junho.


Cenário


Após dois dias em que os preços dos ativos financeiros foram dominados pelo noticiário local, as atenções se voltam para o cenário internacional. Na parte da manhã será divulgada a estimativa final para a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no primeiro trimestre. E à noite haverá o primeiro debate para as eleições presidenciais americanas.


Perspectivas


A expectativa dos investidores é de uma desaceleração do crescimento econômico nos Estados Unidos, o que poderá facilitar a redução dos juros pelo Federal Reserve (FED), o banco central americano. Por isso, resultados muito diferentes do esperado poderão provocar solavancos fortes no mercado.


Indicadores


- Brasil


Relatório Trimestral de Inflação


IGP-M (Jun)

Observado: 0,81%

Esperado: 0,87%

Anterior: 0,89%


- Estados Unidos


Produto Interno Bruto (1º tri)

Esperado: 1,3%

Anterior: 3,4%

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quarta-feira, 26 de junho de 2024

Pré-mercado: inflação vai cravar expectativas dos juros

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quarta-feira, 26 de junho



Bom dia. Estamos na quarta-feira, 26 de junho.


Cenários


Após a Ata dura da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na terça-feira (25), as atenções dos investidores voltam-se hoje para a prévia da inflação de junho. Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o IPCA-15 do mês.


A Ata sublinhou a preocupação do Banco Central (BC) com as condições estruturais de elevação da inflação, assim como o aperto do hiato do produto e a elevação do juro neutro (nem contracionista nem expansionista) da economia, que pode ter avançado de 4,50% para 4,75%. Tudo isso indica, aos olhos do BC, uma preocupação com os preços.


Perspectivas


Segundo Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, a expectativa é que “o índice varie 0,51% ante a perspectiva mediana do mercado de 0,45%. Em doze meses é esperada uma retomada da alta, que deverá passar de 3,7% para 4,1%”, escreveu ele em seu comentário matinal.


A confirmação desse número, ou um resultado acima disso, deverá disparar revisões das expectativas para os juros até o fim do ano.


Indicadores


- Brasil

IPCA-15 (Jun)

Esperado: 0,45%

Anterior: 0,44%


IPCA-15 (12m)

Esperado: 4,12%

Anterior: 3,70%


- Estados Unidos

Venda de casas novas (Mai)

Esperado: 636 mil

Anterior: 634 mil

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terça-feira, 25 de junho de 2024

Pré-mercado: à espera da Ata do Copom

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta terça-feira, 25 de junho



Bom dia. Estamos na terça-feira, 25 de junho.


Cenários


O grande indicador econômico da semana ocorre nesta terça-feira, com a divulgação da Ata da reunião de número 263 do Comitê de Política Monetária (Copom). Para além de justificar a manutenção da taxa de juros Selic em 10,50% ao ano, o texto deverá fornecer uma visão dos diretores do Comitê sobre a inflação prevista para os próximos meses.


Os preços seguem subindo, e as expectativas também. A edição do Relatório Focus divulgada na segunda-feira (24) mostrou que a projeção para o IPCA de 2024 voltou a avançar. Agora, a mediana das estimativas dos profissionais do mercado é de 3,98%. Há quatro semanas o prognóstico era de 3,86%, e o Focus mostrou altas na inflação esperada em sete semanas consecutivas.


Perspectivas


O cenário global é de inflação, com a alta dos juros nos Estados Unidos pressionando as taxas de câmbio e tornando mais caros os produtos cujos preços são vinculados ao dólar. Para além disso, as cotações do petróleo também seguem elevadas. A combinação desses fatores com um mercado de trabalho aquecido no Brasil, que pressiona os preços dos serviços, justifica a manutenção de uma política monetária apertada. Até que ponto? Essa é a resposta que os agentes econômicos esperam encontrar no texto a ser divulgado nesta manha.


Indicadores


- Brasil

Ata do Copom


- Estados Unidos

Confiança do Consumidor CB (Jun)

Esperado: 100,0

Anterior: 102,0

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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Pré-mercado: semana terá IPCA-15 e Ata do Copom

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta segunda-feira, 24 de junho



Bom dia. Estamos na segunda-feira, 24 de junho.


Cenários


A semana começa com a expectativa acerca de duas informações importantes. Uma é a Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada na semana passada, que manteve a taxa Selic inalterada em 10,50% ao ano. Outra é o IPCA-15 de junho, que trará a prévia da inflação oficial deste mês e do primeiro semestre de 2024.


Ambas as informações são muito relevantes, pois permitirão ao mercado ter mais visibilidade sobre a percepção do Banco Central (BC) com relação à inflação, e também aos juros. Além disso, espera-se um arrefecimento das pressões políticas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão do Copom de manter os juros inalterados. E Fernando Haddad, ministro da Fazenda, disse que só iria comentar o assunto após a divulgação da Ata.


Perspectivas


Há uma expectativa no mercado para com o movimento das ações. Após várias semanas consecutivas em queda, o cálculo dos investidores é que os ativos brasileiros estão baratos em dólar, o que poderia justificar a chegada de alguns investidores internacionais. As condições econômicas seguem incertas. No entanto, os preços estão tão baixos que justificariam os eventuais riscos.


Indicadores


- Brasil

Relatório Focus

Saldo em transações correntes (Mai)

Esperado: ND

Anterior: – US$ 2,50 bilhões


Investimento estrangeiro direto (Mai)

Esperado: ND

Anterior: + US$ 3,90 bilhões


- Estados Unidos

Sem indicadores relevantes

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sexta-feira, 21 de junho de 2024

Pré-mercado: foco no cenário internacional

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 21 de junho



Bom dia. Estamos na sexta-feira, 21 de junho.


Cenários


Em um dia de poucos indicadores brasileiros e com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) da quarta-feira (19) devidamente metabolizada, as atenções dos investidores se voltam para os indicadores internacionais e para as declarações de banqueiros centrais sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.


Na Zona do Euro, os índices de atividade PMI da indústria e dos serviços, divulgados nesta manhã, ficaram abaixo do esperado. O PMI dos serviços de junho foi de 52,6, abaixo dos 53,2 de maio e da expectativa de 53,5. O resultado da indústria recuou para 45,6 ante os 47,3 de maio e ficou abaixo dos 48,0 esperados.


Perspectivas


A grande dúvida dos investidores globais é se os indicadores econômicos darão tranquilidade suficiente para os bancos centrais, em especial o Federal Reserve (FED), o banco central americano, começar a afrouxar a política monetária.


Há argumentos razoáveis tanto a favor quanto contra essa possibilidade, daí o interesse dos investidores sobre a trajetória dos indicadores e sobre a percepção dos diretores de bancos centrais.


Indicadores


- Brasil

Receita Tributária Federal

Esperado: ND

Anterior: R$ 228,9 bilhões


- Estados Unidos

PMI Industrial (Jun)

Esperado: 51,0

Anterior: 51,3


PMI do Setor de Serviços (Jun)

Esperado: 53,4

Anterior: 54,8

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quinta-feira, 20 de junho de 2024

Pré-mercado: alívio com a decisão unânime do Copom

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quinta-feira, 20 de junho



Bom dia. Estamos na quinta-feira, 20 de junho.


Cenários


Esta quinta-feira (20) deve ser um dia de alívio para os investidores. Na noite da quarta-feira (19) o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou as expectativas do mercado e manteve a taxa referencial de juros Selic estável em 10,50% ao ano em uma decisão unânime.


Mais do que isso, o Comunicado da decisão mostrou um comprometimento forte com o cumprimento das metas de inflação. Ao justificar a decisão, o Comunicado indicou a necessidade de “interromper o ciclo de queda de juros” devido ao “cenário global incerto” e ao cenário doméstico marcado por “resiliência na atividade, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas”.


O texto do Comunicado indica que “a política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente (…) a desinflação e a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”.


No ponto mais surpreendente, o Comunicado informa que o Copom “se manterá vigilante” e “relembra, como usual, que eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta”. No limite, essa decisão permite prever até mesmo uma elevação nos juros, apesar de essa hipótese ser considerada pouco provável.


Perspectivas


A provável melhora das expectativas com a decisão unânime do Copom é um ponto necessário (mas não suficiente) para a melhora das condições do mercado. Nos últimos dias a queda das ações e a apreciação do dólar em relação ao real sublinharam a desconfiança dos investidores com a sustentabilidade da inflação. Agora, metade do trabalho está encaminhado: o Banco Central (BC) mostrou que segue vigilante. Falta a outra metade, o Executivo mostrar que está disposto a cortar gastos para manter a situação fiscal equilibrada.


Indicadores


- Brasil

Sem indicadores relevantes


- Estados Unidos

Pedidos iniciais de seguro-desemprego

Esperado: 235 mil

Anterior: 242 mil

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quarta-feira, 19 de junho de 2024

Pré-mercado: Copom deve manter Selic estável

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quarta-feira, 19 de junho



Bom dia. Estamos na quarta-feira, 19 de junho.


Cenários


Chega ao fim nesta quarta-feira (19) a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) mais importante do ano. Nas últimas semanas cristalizou-se um consenso entre os agente de mercado de que a taxa referencial Selic permanecerá inalterada em 10,50% ao ano. A projeção até dois meses atrás era de uma continuidade nos cortes de 0,5 ponto percentual a cada reunião, até que os juros chegassem ao patamar de 9% esperado no início do trimestre.


Nada disso ocorreu. Ao contrário, o impacto da catástrofe no Rio Grande do Sul sobre os preços dos alimentos, o comportamento robusto do mercado de trabalho e, principalmente, a dificuldade do governo de manter as contas públicas sob controle deterioraram as expectativas dos agentes econômicos. E expectativas são o principal vetor de formação de preços no mercado.


Perspectivas


Para além da decisão esperada, os investidores estão à espera do Comunicado que deve ser divulgado após a reunião. A questão para o mercado, agora, é como o Banco Central (BC) está vendo as perspectivas para o segundo semestre, e se a manutenção da Selic no patamar atual será suficiente para fazer a inflação convergir para a meta de 3%.


Indicadores


- Brasil

Reunião do Copom


- Estados Unidos

Sem indicadores relevantes

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terça-feira, 18 de junho de 2024

Pré-mercado: entenda a alta de 10,50% no dólar

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta terça-feira, 18 de junho



Bom dia. Estamos na terça-feira, 18 de junho.


Cenários


A semana começou com uma alta de 0,73% no dólar, que encerrou a segunda-feira (17) a R$ 5,421. Foi o maior valor desde 4 de janeiro de 2023, início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.


No ano, a perda do real em relação à moeda americana está acumulada em 10,5%. Isso faz a moeda brasileira ser a mais fraca entre a dos países emergentes.


O segundo lugar, muito perto, é do peso argentino, que acumulou uma depreciação de 10,48% em relação ao dólar.


O que vem provocando tanta desvalorização do real é a confluência de três motivos. O primeiro é global: a alta dos juros nos Estados Unidos faz com que os investimentos na moeda americana fiquem mais atrativos. Assim, os investidores ao redor do mundo vendem seus reais, pesos, bolívares e demais moedas para investir no dólar. Isso cria uma pressão de demanda sobre a moeda americana que pressiona as taxas de câmbio.


O segundo motivo é a perspectiva de alta da inflação, provocada pela própria apreciação do dólar. Os preços de muitos produtos e insumos essenciais para a economia brasileira são definidos no mercado internacional. Com a apreciação do câmbio, esses produtos e serviços ficam naturalmente mais caros em reais, mesmo que seus preços internacionais não subam. Isso pressiona a inflação.


O terceiro motivo é a dificuldade do governo de convencer o mercado de que vai manter as contas públicas equilibradas. E essa desconfiança eleva a percepção de riscos por parte dos investidores, estimulando a migração de recursos para outras praças.


Perspectivas


É provável que haja uma recuperação do valor do real nesta terça-feira (18) devido à realização de lucros com o dólar. No entanto, o cenário de base permanece inalterado, com a moeda americana pressionada para cima.


Indicadores


- Brasil

Sem indicadores relevantes


- Estados Unidos

Vendas no varejo (Mai)

Esperado: 0,3%

Anterior: 0,0%


Núcleo de vendas no varejo (Mai)

Esperado: 0,2%

Anterior: 0,2%

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