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quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Ibovespa fecha em queda com temores sobre juros e pressão fiscal no radar



O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (12). Entretanto, alta de acções da Vale (VALE3) amorteceram o tombo. Além disso, temores de pressões fiscais sobre os juros ficaram no radar e derrubam ações para todos os gostos.


Recuo de ações de peso exerce pressão negativa sobre o índice nesta quinta, dia cheio na agenda de indicadores do Brasil e dos EUA. Investidores ainda operam em compasso de cautela, à espera de novas decisões de juros na próxima semana.


Segundo análise de Rodrigo Cohen, analista de investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos, o Ibovespa caiu devido a espera dos investidores em relação às próximas decisões de juros nos EUA e no Brasil na semana que vem.


Lá fora as bolsas majoritamente sobem enquanto o Brasil se mantém mais descolado. A gente teve hoje o PPI, o Índice de Preços ao Produtor nos Estados Unidos, que trouxe o núcleo abaixo do esperado. Isso é muito bom para os juros poderem cair mesmo na semana que vem nos Estados Unidos. Ontem a gente teve o CPI também, que veio abaixo do esperado e isso foi muito bom também. E hoje a gente teve também o dado de pedidos de auxílio desemprego, que veio em linha com o esperado, sem surpresas.


Isso tudo favorece a queda dos juros lá e não dá motivos para o FED ter um posicionamento diferente do esperado pelo mercado.


A gente teve hoje o Banco Central Europeu, conforme esperado, reduzindo os juros também. Mas a Christiane Lagarde já avisou que nas próximas decisões eles vão ficar de olho nos dados a serem divulgados, não garantindo novas quedas, assim como os Estados Unidos também.


Na semana que vem, temos decisões de juros do Copom e do FED, que deixam o mercado atento. Na minha visão, não tem nada que justifique uma alta tão grande de juros aqui, ainda mais porque os EUA vai começar a reduzir juros lá. Ainda assim, devemos ter uma alta de 0,25 p.p aqui.


Papeis ligados a commodities como Vale, CSN Mineração, Usiminas e Gerdau sobem acompanhando a alta do minério de ferro lá fora. Já entre as quedas, temos papeis ligados ao varejo e consumo como Carrefour, Vivara e Magalu, que são prejudicados com a alta dos juros futuros. Bancos em queda em movimento de correção.


Confira aqui os dados de fechamento do Ibovespa e demais índices


Ibovespa: 134.029,43 (-0,48%)

S&P 500: 5.595,79 (+0,75%)

Nasdaq: 17.569,68 (+1,00%)

Dow Jones: 41.097,04 (+0,58%)

Dólar: R$ 5,61 (-0,56%)

Euro: R$ 6,22 (-0,03%)

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quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Ibovespa atinge máxima com anúncio de Galípolo no comando do BC



Felipe Castro, especialista em mercado de capitais e sócio da Matriz Capital conversou com o portal da BM&C News e analisou o pregão doo Ibovespa e todos os temas que impactaram o mercado.


O pregão de hoje reflete o equilíbrio entre a queda superior a 1% das ações de Vale com a altas da mesma magnitude para Petrobras e Itaú, três das ações com maior peso no índice. Além disso, diante do noticiário econômico esvaziado, o volume observado na sessão de hoje se deve a reposicionamentos e realizações de lucros apurados em dias recentes.


Entre as maiores baixas da bolsa hoje estão Companhia Siderúrgica Nacional, Usiminas e CSN Mineração. As três companhias caem puxadas por Vale, que se valorizou anteriormente com a troca de seu CEO e hoje se desvaloriza puxada pelo fluxo vendedor motivado pela realização dos lucros auferidos nessa oscilação. Sem noticiário relevante específico para as empresas e sem alteração relevante na cotação do minério de ferro no mercado internacional, CSNA3, USIM5 e CMIN caem.


Entre as maiores altas da bolsa hoje estão Cemig, Marfrig e Petrobras. CMIG3 se recupera de desvalorizações consecutivas nas duas sessões anteriores e sobe hoje. MRFG3 segue em sua forte tendência de alta, que já acumula mais de 30% em agosto, e sobe hoje. PETR3 sobe sem gatilho específico exceto a alta recente motivada pelo preço do petróleo no mercado internacional e pela recente escalada do dólar.


Tanto os juros futuros quanto o dólar sobem hoje após, novamente, o presidente Lula caracterizar a Vale como “empresa sem dono” e reclamar da nomeação do novo CEO. A aversão do chefe do executivo ao livre mercado abala a já combalida confiança do investidor brasileiro e faz com que tanto a moeda americana quanto os juros futuros, que refletem a confiança na economia, registrem altas.


Sobre nova indicação ao BC:


Segundo Castro, o mercado espera que Galípolo se dissocie das pressões políticas e continue a conduzir a política monetária com o mesmo desprendimento de Campos Neto, que subiu juros em ano eleitoral.


Ironicamente Galípolo deve assumir no momento em que o desajuste fiscal do governo deve levar os juros à retomada de uma trajetória de alta, já que o consenso de mercado aponta para uma Selic de 12% ao final de 2025.


De acordo com o especialista, vai ser interessante ver o discurso do governo diante da alta da taxa de juros sob a presidência de um indicado pelo próprio governo após anos de ataques pessoais ao presidente anterior.


Fonte: BM&C News

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segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Ibovespa fecha em alta e renova máxima histórica com disparada da Petrobras

Ibovespa começa a semana com nova pontuação recorde, em meio ao salto de 7% de PETR4



O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (26). O principal índice de ações da bolsa brasileira mantém o viés positivo e o ritmo recente, voltando a renovar a máxima histórica de fechamento.


O desempenho do dia foi sustentado pela disparada da Petrobras. Os papéis preferenciais da estatal petrolífera (PETR4) saltaram 7,21%, em meio ao avanço de quase 3% nos preços do barril de petróleo no exterior por causa do aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio. Além disso, a companhia também refletiu a melhora na recomendação das ações pelo Morgan Stanley, citando uma perspectiva de retorno total atraente.


Ao final da sessão regular, o Ibovespa fechou em alta de 0,95%, a 136.893,7 pontos. Trata-se de uma nova pontuação recorde de fechamento, tendo marcado 137.013, pontos na máxima e 135.608 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$ 18,7 bilhões antes dos ajustes finais.


Já o dólar fechou em ligeira alta ante o real, mas seguiu abaixo da faixa de R$ 5,50. Ao final do pregão, o dólar à vista subiu 0,24%, a R$ 5,4928.


Em agosto, porém, a moeda norte-americana acumula baixa de 2,88%. Ao mesmo tempo, as bolsas de Nova York fecharam em baixa, com os investidores à espera de dados sobre o PIB e a inflação (PCE) nos Estados Unidos nesta semana. A expectativa é de que os números possam calibrar o tamanho do corte nos juros pelo Federal Reserve em setembro.


Para a presidente da distrital de São Francisco do Fed, Mary Daly, o banco central dos EUA provavelmente começará com uma redução de 0,25 ponto percentual (pp).

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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Ibovespa fecha no azul com corte de juros do Fed no radar



O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira (23), com falas do presidente do BC dos EUA acalmando os corações dos investidores ao mostrar confiança de que a inflação está caminhando para a meta de 2%. Além disso, ele também garantiu que chegou o momento de fazer ajustes, consolidando, portanto, o tão esperado corte nos juros.

Segundo análise de Christian Iarussi, especialista em mercado de capitais e sócio da The Hill Capital, o Ibovespa subiu nesta sexta em resposta à sinalização do presidente do Fed, Jerome Powell, de que o ciclo de cortes de juros nos EUA começará em setembro.

Essa expectativa foi reforçada por Powell durante o simpósio de Jackson Hole, em que ele confirmou que a inflação está sob controle e que a política monetária deve começar a flexibilizar.

Isso gerou otimismo nos mercados globais, incluindo o Ibovespa, que segue em alta. O discurso de Powell teve um impacto positivo tanto nas bolsas americanas quanto no Ibovespa, sustentando os ganhos do índice brasileiro, especialmente nos setores bancário e de commodities.

As maiores quedas do Ibovespa são explicadas pela desvalorização do minério de ferro, que impactou negativamente as ações da Vale, e pela queda do dólar, que pressionou as ações das empresas exportadoras de carne, como JBS e BRF.

A Vale, por exemplo, caiu devido ao fraco crescimento econômico da China e à falta de sinais de recuperação no setor imobiliário chinês.

Em contrapartida, as maiores altas no Ibovespa foram sustentadas pela valorização das ações de bancos e petroleiras, impulsionadas pela queda dos juros futuros e pelo otimismo gerado pela possível redução dos juros nos EUA.

Os principais acontecimentos da semana foram as falas do presidente do Fed, Jerome Powell, em Jackson Hole, confirmando o corte de juros nos EUA, e as declarações dos diretores do Banco Central do Brasil, Diogo Guillen e Gabriel Galípolo, que geraram volatilidade nos mercados locais. O ruído entre as comunicações do BC brasileiro trouxe cautela para o mercado.

Para a próxima semana, espera-se que o mercado continue atento aos dados econômicos que possam influenciar as decisões do Copom sobre a Selic. Olhando a agenda temos IPCA-15 BR, PIB EUA, Pedidos iniciais por seguro Desemprego EUA, CAGED BR,
PCE dos EUA, dados que podem mexer com o mercado.

Mas falando da semana, a tensão maior em Brasil foi, especialmente em relação às falas do diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, e do presidente Roberto Campos Neto. Inicialmente, Galípolo adotou um tom mais duro, que foi bem recebido pelo mercado, mas depois suavizou, gerando confusão e críticas. Muitos no mercado acreditam que, para manter a credibilidade, o BC precisaria aumentar a Selic em setembro.

Acredito que o BC não deve se sentir pressionado pelo mercado a agir rapidamente. Mas sim penso que o BC deve tomar decisões de forma cautelosa e estratégica, considerando tanto fatores internos quanto externos, e evitar ser refém das reações voláteis do mercado.

Um ponto importante é que a comunicação do BC deve ser mais institucional e menos individualizada, para manter a credibilidade a longo prazo.

Os juros futuros e o dólar caem em resposta ao discurso de Jerome Powell, que indicou que o ciclo de cortes de juros nos EUA está próximo, e à expectativa de que a política monetária americana começará a flexibilizar. Essa perspectiva aliviou a pressão sobre os mercados emergentes, fortalecendo suas moedas e reduzindo as taxas de juros futuras. Além disso, na minha visão, a percepção de que a economia americana pode ter um “pouso suave”, com desaceleração controlada e inflação sob controle, contribui para esse movimento de queda nos juros futuros e no dólar.

Confira abaixo os dados de fechamento do Ibovespa e demais índices:

Ibovespa: 135.608,47 (+0,32%)
S&P 500: 5.634,56 (+1,15%)
Nasdaq: 17.877,79 (+1,47%)
Dow Jones: 41.174,89 (+1,14%)
Dólar: R$ 5,47 (-1,99%)
Euro: R$ 6,13 (-1,24%)
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quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Ibovespa fecha em queda com mercado reagindo a falas de Galípolo



O atual diretor de política monetária, cotado para a presidência do BC, passou dias pesando na tinta sobre uma possível alta da Selic. O mercado lia como sinal de credibilidade. Mas, ao dizer que não há certeza, acirrou a aversão a risco já presente ao sabor do exterior, o que consequentemente fez o Ibovespa ir as mínimas nesta quinta-feira (22).


Segundo análise de Rodrigo Cohen, analista de investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos, o Ibovespa teve um dia de correção com investidores à espera do discurso de Powell amanhã no Simpósio de Jackson Hole e repercutindo falas mais duras do Banco Central sobre juros aqui no Brasil. Galípolo afirmou hoje que existe uma possibilidade de alta de juros e que o comitê não hesitará em aumentar a taxa, se necessário.


A gente teve ontem a ata do FED que veio dovish, mas amanhã tem um discurso do Powell, presidente do FED, em Jackson Hole, que é muito esperado. Então, isso faz com que o mercado fique no compasso de espera para esse discurso. O que a gente tem visto hoje, principalmente lá fora, é que os treasuries estão subindo na expectativa pelo discurso do Powell amanhã e os juros aqui no Brasil acompanham essa alta, além de reagirem ao discurso mais duro do BC.


A precificação da maior parte do mercado está para uma queda em setembro de 25 pontos base nos juros nos EUA e muito se esperava que fosse 50 pontos, então isso faz com que os juros aqui subam. O dólar sobe no mundo e isso pressiona o dólar aqui no Brasil para cima também. Essa expectativa e falas duras do BC aqui acabam causando instabilidades e isso faz o dólar e juros futuros irem pra cima e a bolsa para baixo.


O rali da bolsa, na minha opinião, não acabou. Ainda vejo a bolsa muito barata. O que está acontecendo e vai acontecer é uma correção, que faz parte.


A expectativa amanhã é o Powell falar um pouco mais sobre o ciclo de queda de juros até o final do ano. O que o mercado mais espera é o próximo payroll, que provavelmente vai trazer muitos indicativos do que vai acontecer com os juros, mas majoritariamente é queda de 25 pontos base.


No Ibovespa, entre as quedas, temos a Vibra, que cai após acordo realizado com a Comerc Energia antecipando o direito de compra de 50% da empresa. O mercado acabou não gostando dessa antecipação de compra por considerar que a aquisição pode afetar os dividendos da companhia.


Outras quedas são de empresas do setor de construção como MRV, Eztec e Cyrella, que caem com a alta dos juros futuros, que penalizam as empresas do setor. Azul e Gol também caem refletindo a alta do dólar, que prejudica as empresas do setor. Após diversas altas, Vale também cai em dia de realização de lucros.


Entre as altas, temos Embraer, que acaba sendo impulsionada com a alta do dólar que faorece as ações da companhia.


Confira abaixo os dados de fechamento do Ibovespa e demais índices:


Ibovespa: 135.173,39 (-0,95%)

S&P 500: 5.570,89 (-0,89%)

Nasdaq: 17.619,35 (-1,67%)

Dow Jones: 40.713,31 (-0,43%)

Dólar: R$ 5,59 (+1,98%)

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quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Ibovespa fecha no maior nível da história pela 3ª vez consecutiva com ajuda de NY e Vale (VALE3); dólar cai a R$ 5,48



O próximo objetivo do Ibovespa (IBOV) é alcançar os 137 mil pontos — superado levemente nesta quarta-feira (21). Pela terceira sessão consecutiva, o principal índice da bolsa brasileira replicou a “dobradinha” de recordes.


Nos primeiros minutos da sessão, o índice renovou a máxima intradia histórica ao tocar os 137.039,54 pontos. Antes o maior nível registrado durante o pregão foi aos 136.329,79 pontos na véspera. 


Com a sessão à mercê das bolsas do exterior, o Ibovespa encerrou a sessão aos 136.493,65 pontos (+0,28%), o novo maior nível de fechamento — acima do recorde anterior, de 136.087,41 pontos.


Já dólar à vista (USBRL) terminou a sessão a R$ 5,4821 (-0,02%). 


Vale lembrar que o índice da bolsa brasileira está em seu recorde nominal, mas ainda está longe do pico em termos reais — a considerar a inflação e/ou câmbio.


“O All-Time High do Ibovespa aconteceu em 20 de maio de 2008, quando o índice bateu os 73.517 pontos. Em termos reais, para superar essa marca atualmente, o Ibovespa precisaria ultrapassar os 180.000 pontos”, afirma Allan Antonio, professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.


No cenário doméstico, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a previsão de que o anúncio das indicações para o Banco Central, entre elas a da presidência da autoridade monetária, aconteça ainda em agosto depende de uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Haddad disse que vai se reunir com Lula para saber o resultado da conversa entre o chefe do Executivo e o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sobre o tema.


Em segundo plano, os investidores reagiram à aprovação do projeto de lei da desoneração da folha de pagamentos no Senado. A proposta prevê a reoneração gradual a partir de 2025 para dar fim à medida em 2027. Junto com o texto, foram incluídas medidas de compensação que devem gerar até R$ 26 bilhões para cobrir os custos de 2024.


Altas e quedas do Ibovespa 


Entre as ações negociadas no Ibovespa, CVC (CVCB3) foi o destaque do dia. Os papéis da companhia de turismo chegaram a saltar mais de 20% nas primeiras horas do pregão após a notícia de que fundos de investimentos geridos pela WNT passaram a deter 5,01% do capital social da empresa.


O investidor Nelson Tanure negou estar à frente na compra das ações ao Broadcast. Em outras ocasiões, o empresário já usou a estrutura da WNT para adquirir participações em outras companhias, como a Light (LIGT3).


Petz (PETZ3) seguiu estendendo os ganhos pela quarta sessão consecutiva ainda em reação ao acordo de fusão com a Cobasi, anunciado na última sexta-feira (16). Na semana, os papéis da varejista acumulam alta de 37%.


Na ponta negativa do índice, as ações cíclicas foram novamente penalizadas com o avanço dos juros futuros nos vértices mais longos, com a expectativa de alta na taxa básica de juros, a Selic, a partir de setembro. Assaí (ASAI3), Carrefour (CRFB3) e Cogna (COGN3) figuraram entre as maiores quedas.


Entre as blue chips, Vale (VALE3) teve mais um dia de ganhos com apoio do minério de ferro na China. A commodity registrou alta de mais de 4,5% em Dalian, na China. Petrobras (PETR4;PETR3) permaneceu no território negativo em mais uma sessão marcada na esteira do petróleo.


Fora do Ibovespa, as ações da Priner (PRNR3) avançaram mais de 10% com o anúncio da aquisição da Real Estruturas por  R$ 170,7 milhões — sendo o maior M&A da companhia na história. 


Exterior 


Nos Estados Unidos, as bolsas de Wall Street recuperaram as perdas da sessão anterior em um dia movimentado.


Segundo o Departamento do Trabalho norte-americano, o país criou menos emprego no ano até março do que o anteriormente divulgado. Nesta quarta-feira (21), o órgão divulgou dados revisados do mercado de trabalho.


A estimativa para o total de postos de trabalho criados no período de abril de 2023 a março de 2024 foi reduzida em 818.000.


O número nitidamente mais baixo é a primeira de duas revisões anuais de “referência” realizadas pelo departamento, conforme ele coleta dados mais precisos disponibilizados apenas nos meses seguinte à publicação do seu relatório mensal, o payroll.


Se a contagem se mantiver até a revisão final em fevereiro, será a maior revisão para baixo desde a redução de 902.000 empregos em março de 2009.


Além disso, o mercado reagiu à ata da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed). No final de julho, o BC norte-americano manteve os juros inalterados na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano pela oitava vez consecutiva— patamar mais elevado em mais de duas décadas.


Na ata, a maioria dos dirigentes afirmou que “se os dados continuassem a vir de acordo com o esperado, provavelmente seria apropriado flexibilizar a política monetária na próxima reunião”.


Eles também ressaltaram que “muitas” autoridades do Fed consideram a postura dos juros restritiva e “alguns participantes” argumentaram que, em meio a um arrefecimento contínuo das pressões inflacionárias, nenhuma mudança na taxa básica significaria que a política monetária aumentará o peso sobre a atividade econômica.


Após a divulgação do documento, as apostas de corte de 50 pontos-base, o que levaria os juros a faixa de 4,75% a 5,00% ao ano, aumentaram. Mas a probabilidade de corte menor, de 25 pontos-base, ainda é a majoritária.


Os traders estão precificando uma chance de 63,5% de o BC norte-americano cortar as taxas de juros em 25 pontos-base em setembro, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. Ontem (20), as apostas eram de 71%.


Agora o mercado espera o Simpósio de Política Econômica de Jackson Hole — um encontro anual de autoridades de bancos centrais, para obter mais sinais sobre a trajetória dos juros. O discurso mais esperado é o do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, na próxima sexta-feira (23).


Confira o fechamento dos índices de Nova York:


- S&P 500: +0,42%, aos 5.620,85 pontos;

- Dow Jones: +0,14%, aos 40.890,49 pontos;

- Nasdaq: +0,57%, aos 17.918,99 pontos.

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terça-feira, 20 de agosto de 2024

Ibovespa resiste a ajuste e fecha acima de 136 mil pontos pela 1ª vez



O Ibovespa renovou máximas históricas nesta terça-feira, fechando acima dos 136 mil pontos pela primeira vez na sua história, com Braskem e Weg entre os destaques positivos, mas o volume ficou bem abaixo da média diária do mês.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,23%, para 136.087,41 pontos, chegando a 136.329,79 pontos no melhor momento -- recordes de fechamento e intradia, respectivamente.


O volume financeiro no pregão somou apenas 21,23 bilhões de reais, de uma média diária de 29,55 bilhões de reais em agosto.


Na mínima, o Ibovespa recuou a 135.311,68 pontos, reflexo de movimentos de realização de lucros e ajustes, uma vez que no mês já contabiliza um ganho de 6,61%.


Parte relevante desse avanço reflete o fluxo positivo de capital externo para as ações brasileiras diante da perspectiva de que o Federal Reserve começará a cortar os juros nos Estados Unidos em setembro, em um ambiente econômico saudável.


Dados da B3 mostram uma entrada líquida de 6,4 bilhões de reais em agosto até o dia 16.


Na expectativa da decisão do Fed que será conhecida em 18 de setembro, agentes financeiros devem buscar em discurso do chair Jerome Powell na sexta-feira novos sinais sobre os planos da autoridade monetária norte-americana.


Em Wall Street, o S&P 500 fechou em queda de 0,2%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 3,8124% no final do dia, de 3,867% na véspera.


Apesar das perspectivas de queda de juros nos EUA, a terça-feira foi de alta do dólar ante o real, com a moeda norte-americana fechando o dia com acréscimo de 1,34%, a 5,4862 reais, refletindo ajustes, o que contaminou a bolsa paulista.


Investidores também acompanharam declarações do presidente do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto, em um momento no qual crescem as análises de que a autoridade monetária pode precisar elevar a Selic neste ano.


Campos Neto afirmou que a mensagem transmitida pelo BC não mudou desde a reunião de julho do Comitê de Política Monetária (Copom) e a autarquia atuará com cautela após análise de dados, podendo subir os juros básicos se necessário.


Mas ponderou que o cenário externo está em situação melhor após período de forte volatilidade.


De acordo com o advisor e sócio da Blue3 Willian Queiroz, foi um dia volátil para o Ibovespa, tocando o território negativo com investidores embolsando ganhos, mas retomando o sinal de alta, a despeito da fraqueza de Wall Street.


Para ele, a bolsa está agora em um momento de "congestão", com agentes financeiros aguardando novidades que sirvam como um gatilho para o próximo movimento mais forte na bolsa, para baixo ou para cima, que possivelmente virão da economia dos EUA.


DESTAQUES


- BRASKEM PNA valorizou-se 3,15%, com analistas do Citi elevando a recomendação das ações para "compra", enquanto aguardam resultados melhores ano a ano no terceiro trimestre e veem a maior parte do risco de Alagoas assimilidada.


- KLABIN UNIT subiu 3,1%, favorecida pela alta do dólar ante o real. No setor, SUZANO ON ganhou 1,51%.


- PETZ ON avançou 3%, ainda embalada pelas perspectivas com a união de seus negócios com a rival Cobasi. Desde o anúncio da assinatura do acordo, na última sexta-feira, as ações já subiram 39,4%.


- WEG ON fechou em alta de 2,55%, retomando a tendência positiva após correção negativa na véspera, quando caiu 2,7% após renovar máxima histórica intradia a 54 reais.


- CVC BRASIL ON recuou 4,67%, em meio a ajustes após disparar 12% na véspera, tendo como pano de fundo alta nas taxas futuras de juros de prazos mais longos. Em agosto, as ações ainda acumulam um ganho de cerca de 17,6%.


- LWSA ON caiu 3,83%, corrigindo parte do salto da véspera, quando fechou em alta de 12,7%.


- VALE ON subiu 0,39%, endossada pela alta dos futuros do minério de ferro na Ásia, 1,21%, enquanto o vencimento de referência em Cingapura avançou 0,71%.


- PETROBRAS PN fechou em queda de 0,39%, acompanhando o movimento dos preços do petróleo no exterior, onde o contrato Brent fechou em baixa de 0,59%.


- ITAÚ UNIBANCO PN valorizou-se 0,73%, ampliando a alta no mês , em dia de fechamento positivo de ações de bancos no Ibovespa.


- MINERVA ON encerrou em alta de 1,69%, tendo no radar acordo para comprar 98% das ações ordinárias da Irapuru II Energia, uma sociedade de propósito específico (SPE) da Elera Energia, por 20 milhões de reais.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Ibovespa fecha em alta em linha com apetite de risco global



O principal índice da bolsa, o Ibovespa fechou em queda, com o apetite por risco global. Investidores vão às compras, ainda, sob impacto das falas de Galípolo. O atual diretor do BC é o mais cotado para assumir o lugar de Campos Neto em 2025.


Segundo análise de Hemelin Mendonça, especialista em mercado de capitais e sócia da AVG Capital, hoje o mercado teve um dos últimos dias positivos para as bolsas em geral já que o medo de recessão nos EUA passou e os olhares estão atentos para os próximos indicadores e como as economias globais vão reagir.


O Ibovespa continua em alta no começo dessa semana, operando em máximas históricas, com recorde de 136 mil pontos hoje e investidores animados com a queda de juros nos EUA mais próxima.


Essa semana começa um pouco mais morna em questões de indicadores macro. Temos dados do PMI (índice de gerente de compras) dos EUA, Zona do Euro e Reino Unido, levando em consideração que teremos a conferência em Jackson Hole. No evento teremos a participação do presidente do FED – Powell na sexta-feira (23), em que o mercado deve conseguir mais pistas de como o FED está encarando a economia americana, e os próximos passos quanto a decisão dos juros por lá.


Acredito que o corte de juros nos EUA pode diminuir o cenário de alta da Selic e também diminuir a curva de juros brasileira.


Goldman Sachs reduziu a probabilidade em 20% de recessão nos EUA, depois de dados da semana passada que vieram positivos, motivos pelos quais tivemos a forte valorização das ações globais, lideradas pelas empresas de tecnologia e inteligência artificial. Isso também impulsiona positivamente a nossa bolsa.


Sem grandes novidades no cenário brasileiro, Campos Neto também falará no evento de Jackson Hole no sábado, mas não deu sinais sobre qual tema será a sua fala.


O mercado está em compasso de espera também em relação a divulgação dos dados do IPCA-15 na próxima semana. Segundo os dados de projeção do FOCUS, é provável que venha com uma alta.


O relatório Focus de hoje veio com projeções maiores para o PIB e IPCA para o final de 2024 e projeção de Selic ainda em alta para 2025. A projeção do IPCA passou de 4,20% para 4,22%, aumento de projeção na quinta semana seguida, o que não é muito bom para as questões fiscais do país e significa que a inflação não está sendo controlada como deveria ser, mas pra 2025 diminui de 3,97% para 3,91%, que vem muito em linha com a projeção para Selic. A projeção para o final deste ano permaneceu em 10,50%, mas para 2025 aumentou de 9,75% para 10%, confirmando a tese de que com a inflação ainda alta não é o momento de baixar os juros em 2024, e pode trazer de novo à tona ideias de que na próxima reunião do COPOM pode ser que tenha uma alta da SELIC.


Além disso, a projeção de queda de inflação para 2025 também vai em linha com a projeção de Selic maior em 2025. Quanto ao PIB passou de 2,20% para 2,23% em 2024, já para 2025 diminuiu de 1,92% para 1,89%. A projeção para cima para o término de 24 vem muito em linha pelo mercado de trabalho que está aquecido, expansão dos gastos e transferências do governo, e as commodities em alta, além dos efeitos das enchentes do Rio Grande do Sul não serem tão drásticos como haviam sido esperados.


Dólar em queda por causa da espera pelos dados dos PMIs de economias do mundo, principalmente dos EUA, e da fala de Powell na sexta-feira no evento de Jackson Hole, quanto a decisão para os juros nos EUA. Na semana passada os dados mostraram que a inflação do país está em queda e por isso pode ter maior chance de queda dos juros por lá. Se o FED reduzir mesmo os juros, o dólar fica menos atraente olhando para os rendimentos dos Treasuries que também ficam menores.


As ações do Bradesco sobem, por ser um bom momento para as ações do setor bancário que tiveram bom desempenho revelados nos balanços e terem melhora de previsão para carteira de crédito no final deste ano. Além disso, o Goldman Sachs recomendou a compra de Bradesco devido a recuperação da crise estrutural, com os resultados do segundo trimestre que vieram acima do esperado.


Ações da Magazine Luiza em alta por conta da sensibilidade do papel ao maior crescimento do país (PIB) projetado para o final do ano. Além disso, as projeções do câmbio e juros estáveis para o final também beneficiam a varejista, além das operações digitais da empresa que estão impulsionando as vendas.


Vale tem uma recuperação por conta da alta do minério de ferro que fechou em alta na China.


PRIO3 e RRRP3 em queda, por conta da visão um pouco mais negativa do petróleo, com temores de demanda mais fraca na China, e as negociações de cessar-fogo no Oriente médio, que podem reduzir os riscos do fornecimento de petróleo na região. Além disso, a 3R divulgou a sua produção média no mês de julho de barris de 54,910mil barris.


WEGE3 em queda por correção de preço sem motivos aparentes. Na semana passada a empresa pagou proventos e dividendos aos acionistas totalizando R$1,05bilhão.


Confira abaixo os dados de fechamento do Ibovespa e demais índices:


  • Ibovespa: 135.777,98 (+1,36%)
  • S&P 500: 5.608,23 (+0,97%)
  • Nasdaq: 17.876,77 (-1,39%)
  • Dow Jones: 40.896,40 (+0,58%)
  • Dólar: R$ 1,02 (+5,41%)
  • Euro: R$ 6,01 (-0,31%)

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sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Ibovespa fecha em queda e encerra sequência de altas após tocar máxima histórica



O Ibovespa fechou com variação negativa nesta sexta-feira, quebrando a série de oito pregões consecutivos de alta e abaixo do patamar recorde intradiário atingido no dia, com agentes financeiros recalibrando suas posições antes do final de semana.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,21%, a 133.876,55 pontos, de acordo com dados preliminares, abaixo da máxima histórica de fechamento de 134.193,72 pontos alcançada em 27 de dezembro. Na semana, o indicador acumulou acréscimo de 2,5%.


No melhor momento da sessão, o Ibovespa marcou 134.781,44 pontos, superando a máxima histórica intradia de 134.391,67 estabelecida em 28 de dezembro. No pior momento, chegou a 133.851,67 pontos.


O volume financeiro somava 24,17 bilhões de reais antes dos ajustes finais, em sessão ainda marcada por vencimento de opções sobre ações na B3.

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quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Ibovespa fecha em alta pelo 8º pregão seguido, flertando com máximas históricas



O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira pelo oitavo pregão seguido, renovando máxima histórica intradia, endossado pelo ambiente favorável a risco, conforme se consolidam as apostas de que o Federal Reserve começará a cortar juros em setembro, bem como a percepção de pouso suave da economia norte-americana.


Uma nova bateria de balanços e notícias corporativas no Brasil também repercutiu na bolsa paulista, com IRB(Re) disparando diante de resultado acima das expectativas no segundo trimestre, enquanto Petz foi destaque na ponta negativa após lucro abaixo do esperado por analistas.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,63%, a 134.153,42 pontos, perto da máxima histórica de fechamento apurada em 27 de dezembro do ano passado, de 134.193,72 pontos.


No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a 134.574,50 pontos -- recorde intradia, superando a marca anterior, de 134.391,67 pontos, em 28 de dezembro de 2023. Na mínima, marcou 133.318,76 pontos.


O volume financeiro somou 27,33 bilhões de reais na sessão, que antecede o vencimento de opções sobre ações na B3 na sexta-feira.


"Os últimos números (de inflação) sugerem que o Federal Reserve pode começar a cortar as taxas em setembro", afirmou a analista Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank.


"O suspense (sobre a magnitude do corte) pode durar até o próximo relatório de empregos, que dará uma ideia mais clara sobre o quanto da fraqueza dos últimos dados de empregos foi devido ao furacão Beryl -- ou seja, o quanto foi uma desaceleração temporária", acrescentou.


Ozkardeskaya afirmou acreditar que um corte de 0,25 ponto percentual no próximo mês seja mais "plausível" com base nos dados atuais.


Após os dados benignos de preços ao produtor e ao consumidor mais cedo nessa semana, números dos EUA nesta quinta-feira, principalmente de vendas no varejo e pedidos de auxílio-desemprego, ajudaram a reduzir ainda mais temores de recessão que recentemente desencadearam forte aversão a risco.


"Os dados mais fortes refutam a ideia de que a economia americana esteja caminhando para uma recessão ou desaceleração mais forte", afirmou o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, avaliando que também acabam arrefecendo apostas mais agressivas de cortes de juros pelo Fed.


Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 1,61%


DESTAQUES


- PETROBRAS PN avançou 1,54%, endossada pelo movimento dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent fechou em alta de 1,6%. A companhia também anunciou nesta quinta-feira que está iniciando a reativação da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados, no Paraná, com previsão de investimentos de 870 milhões de reais.


- ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 1,59%, reforçando o sinal positivo do Ibovespa, enquanto BRADESCO PN valorizou-se 1% e BANCO DO BRASIL ON terminou com elevação de 0,79%. SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 0,03%. No setor, o destaque ficou para BTG PACTUAL UNIT, que subiu 3,4%.


- IRB(RE) ON disparou 30,66%, com o balanço do segundo trimestre mostrando lucro líquido de 65,2 milhões de reais, um salto de 225% na comparação ano a ano e acima das previsões de analistas. Após os números, analistas do BTG Pactual elevaram a recomendação das ações para "compra".


- RUMO ON avançou 2,01%, após divulgar lucro líquido ajustado excluindo efeitos extraordinários de 721 milhões de reais no segundo trimestre, um salto em relação ao ganho de 167 milhões do mesmo período de 2023. A companhia também atualizou projeções para 2024 e o CFO disse que vê o mercado de logística positivo para fretes.


- BRF ON fechou em alta de 1,7%, na esteira do lucro líquido de 1,1 bilhão de reais no segundo trimestre, o melhor desempenho para o período da sua história. MARFRIG ON, controladora da BRF, que também reportou balanço, bem como programa de recompra de ações, subiu 2,03%.


- PETZ ON caiu 9,69%, em meio à repercussão do resultado do segundo trimestre, com lucro líquido de 4,97 milhões de reais, abaixo das previsões de analistas.


- SLC AGRÍCOLA ON recuou 2,47%, após reportar lucro líquido de 321,4 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 7,8% ano a ano. A SLC afirmou que avaliará oportunidades para tirar proveito dessa conjuntura com preços mais baixos de commodities agrícolas como soja e milho e eventualmente ampliar sua áreas plantadas.


- VALE ON fechou com acréscimo 0,41%, em dia de desempenho misto dos futuros do minério de ferro na Ásia, com o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, encerrando as negociações da manhã com queda de 2,09%, enquanto o contrato de referência na Bolsa de Cingapura reverteu a queda e subiu 1,1%.


- AMERICANAS ON, que não está no Ibovespa, afundou 57,58%, um dia após divulgar prejuízo líquido de 1,4 bilhão de reais no primeiro semestre deste ano, enquanto cancelou previsões de desempenho para 2025. A administração da companhia, que está em recuperação judicial, disse que passou a se concentrar apenas na operação desde o final de junho. Na véspera, também acabou o período de "lockup" para que alguns investidores pudessem vender uma parte das ações da empresa.


- INFRACOMMERCE ON, que não faz parte do Ibovespa, desabou 20,69%, após a empresa anunciar na véspera acordo com credores para reestruturação de dívidas da operação no Brasil e divulgar balanço do segundo trimestre com uma baixa contábil de 1,4 bilhão de reais.


- STONECO, que é negociada nos EUA, fechou em alta de 5,32%, em meio a um lucro líquido ajustado levemente acima do esperado no segundo trimestre, de 497 milhões de reais, impulsionado por um aumento nos pagamentos processados.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Ibovespa fecha acima de 133 mil pontos e encosta em máxima histórica



O Ibovespa fechou perto da máxima histórica nesta quarta-feira, endossado por dados de inflação nos Estados Unidos reforçando aposta de corte dos juros pelo Federal Reserve em setembro, enquanto uma bateria de resultados também ocupou as atenções.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,69%, a 133.317,66 pontos, na sétima alta seguida, maior patamar de fechamento desde 28 de dezembro de 2023.


O recorde histórico de fechamento do Ibovespa foi registrado em 27 de dezembro do ano passado, quando terminou o dia aos 134.193,72 pontos. No dia seguinte, chegou à máxima histórica intradia de 134.391,67 pontos.


Na máxima desta quarta-feira, o Ibovespa chegou a 133.777,18 pontos. Na mínima, a 132.112,23 pontos.


O volume financeiro alcançou 63,476 bilhões de reais, em sessão marcada pelos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice.


Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor aumentou 0,2% no mês passado, com a alta em 12 meses ficando em 2,9%, enquanto economistas consultados pela Reuters estimavam alta de 0,2% no mês e de 3,0% no comparativo anual.


Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o CPI subiu 0,2% em julho e 3,2% em 12 meses -- menor aumento anual desde abril de 2021.


De acordo com o economista-chefe da Azimut Brasil, Gino Olivares, os números combinados aos dados de inflação ao produtor na véspera são suficientes para afirmar que o processo de desinflação foi retomado nos EUA.


Assim, acrescentou, consolidam o cenário necessário para Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed iniciar um processo de afrouxamento monetário na sua próxima reunião, em 17 e 18 de setembro.


"Porém, a magnitude dos cortes e a intensidade do ciclo dependerão da leitura que o colegiado fizer da situação e perspectivas do mercado de trabalho americano, cujos resultados para o mês de agosto serão divulgados no início de setembro."


Em Nova York, o S&P 500, referência do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 0,38%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA recuava a 3,839% no final da tarde, de 3,854% na véspera.


DESTAQUES


- CEMIG PN disparou 7,84%, com o balanço do segundo trimestre da companhia de energia elétrica mostrando lucro líquido recorrente de 1,13 bilhão de reais, queda de 6,6% na comparação com igual período do ano anterior. A Cemig aprovou 1,4 bilhão de reais em dividendos adicionais.


- JBS ON saltou 6,99%, em meio à repercussão do lucro líquido de 1,72 bilhão de reais no segundo trimestre da maior processadora de carnes do mundo, além de anúncio de 4,4 bilhões de reais em dividendos. BRF ON, que divulga resultado após o fechamento, subiu 4,72%.


- LOCALIZA ON desabou 16,84%, após a empresa de locação de veículos e gestão de frotas reportar prejuízo líquido de 569,6 milhões de reais no segundo trimestre, com ROIC spread (um indicativo de rentabilidade) negativo. A empresa também divulgou guidance sobre depreciação.


- RAÍZEN PN cedeu 4,13%, em meio ao prejuízo líquido ajustado de 6,9 milhões de reais no primeiro trimestre do ano safra 2024/2025. O Ebitda ajustado somou 2,3 bilhões de reais, abaixo das previsões de analistas compiladas pela LSEG. A companhia também afirmou ver oportunidades com combate a distribuidoras ilegais e leve recuo na moagem de cana.


- BTG PACTUAL UNIT caiu 1,69%, na contramão do setor no Ibovespa, mesmo após divulgar lucro líquido ajustado recorde de 2,9 bilhões de reais no segundo-trimestre do ano, avanço de 15%, enquanto mostrou leve queda na rentabilidade. A administração sinalizou confiança na melhora do ROAE no ano.


- VALE ON recuou 0,92%, acompanhando o declínio dos futuros do minério de ferro, com o contrato mais negociado em Dalian, na China, fechando em baixa de 3,32%.


- PETROBRAS PN valorizou-se 1,75%, mesmo com a piora dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent fechou em queda de 1,15%


- XP INC, que é negociada em Nova York, saltou 6,18%, endossada pelo balanço do segundo trimestre, com lucro líquido recorde de 1,1 bilhão de reais, alta de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, em resultado marcado por crescimento de captação e aumento na sua base de clientes.


- NU HOLDINGS, que também é listada nos EUA, subiu 5,27%, após mais do que dobrar seu lucro líquido ajustado no segundo trimestre deste ano, para 563 milhões de dólares, superando previsões de analistas, com alta na carteira de crédito, mas também em taxas de inadimplência.

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terça-feira, 13 de agosto de 2024

Ibovespa fecha em alta aos 132 mil pontos



O Ibovespa fechou novamente em alta nesta terça-feira (13), com investidores avaliando com lupas os dados de julho do índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA, que vieram abaixo do esperado e pode ser usado como pista sobre a trajetória de juros por lá. Por aqui, o setor de serviços brasileiro mostrou a força da atividade econômica doméstica.


Segundo a avaliação de Anderson Silva, especialista em mercado de capitais e sócio da GT Capital, o mercado de ações do Brasil vem demonstrando uma forte resiliência nos últimos períodos. Se, por um lado, não tínhamos observado uma valorização do preço dos ativos na bolsa, por outro, a cada divulgação de resultados, vemos o quanto a maioria dos gestores das grandes empresas brasileiras estão preparados para lidar com um cenário adverso e conseguem apresentar resultados interessantes, na maioria das vezes, pouco abaixo do consenso, em linha ou até mesmo surpreendendo o mercado. E isso não é de hoje. Todos sabemos como é hostil o ambiente para o empresariado no Brasil.


Um fato que tem me chamado a atenção de um tempo para cá é a interpretação dos resultados das empresas. Mais do que olhar para um número, cada vez mais os investidores olham para o “potencial”. Às vezes, um resultado não tão bom em um trimestre ou até mesmo em um semestre não significa que a empresa não terá um bom desempenho dentro do ano ou nos próximos anos, e os investidores estão lidando melhor com esses dados. Esse é o motivo pelo qual o IBOV teve seu sexto dia de alta consecutiva.


Isso pode ser observado nos ativos que lideraram as altas do IBOV hoje como CMIN3, IRBR3, CSNA3 e JBSS3. Por outro lado, esse maior entendimento dos motivos dos resultados das empresas acaba punindo outras que não conseguiram transmitir aos investidores essa credibilidade no futuro. É o caso de NTCO3, COGN3 e YDUQ3, que estão entre as maiores quedas do IBOV no dia de hoje. Portanto, a interpretação dos dados divulgados pelas empresas tem ganhado cada vez mais importância para o investidor, tanto brasileiro quanto internacional.


Pelo lado do câmbio, a balança comercial teve um superávit de mais de 7,6 bilhões em julho. Embora inferior ao mesmo período do ano passado, é um resultado importante e faz com que o dólar arrefeça seu ímpeto de alta.


Além disso, vemos que o Banco Central continua firme em sua missão de manter a inflação dentro da meta e sinaliza que não descarta até mesmo um aumento na taxa de juros em algum momento. Isso traz maior credibilidade para o Brasil no que diz respeito à questão monetária. Ademais, o discurso dos membros do COPOM, estando todos alinhados, inclusive os indicados pelo atual governo, diminui um pouco as críticas do governo ao Banco Central e acalma os ânimos do mercado, o que acaba refletindo também em um menor prêmio de risco exigido nas curvas futuras de juros.

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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Ibovespa fecha em alta com impulso de Petrobras; Azul recua



O Ibovespa fechou em alta pelo quinto pregão seguido nesta segunda-feira, renovando máximas desde o final de fevereiro, ajudado nesta sessão pelo avanço das ações da Petrobras, enquanto os papéis da Azul foram destaque negativo após resultado trimestral e revisão de previsões para 2024.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,38%, a 131,115,9 pontos, tendo marcado 130.615,25 pontos na mínima e 131.661,99 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou 21,5 bilhões de reais.


No exterior, as bolsas em Wall Street fecharam sem uma direção única, com estabilidade do S&P 500 e avanço do Nasdaq, mas queda do Dow Jones, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos recuaram, com o yield do Treasury de 10 ano marcando 3,9073% no final do dia.


O clima é de expectativa para vários dados econômicos norte-americanos previstos na semana, entre eles números de inflação, vendas no varejo e produção industrial, que podem ajudar a mostrar a situação da maior econômica do mundo e a calibrar apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve.


No Brasil, a temporada de balanços continua ocupando as atenções. Após o resultado da Azul, conhecido antes da abertura, a agenda do final do dia inclui Natura&Co, CSN, CSN Mineração, MRV&Co, São Martinho, entre outros.


De acordo com análise gráfica da Ágora Investimentos, "o Ibovespa deu sequência ao bom momento e confirmou o rompimento da zona de resistência em torno dos 129.900 pontos, tecnicamente voltando a negociar em tendência de alta e sinalizando continuidade do movimento em direção aos 131.700 pontos".


DESTAQUES


- PETROBRAS PN fechou em alta de 2,27%, favorecida pelo avanço dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent terminou transacionado com elevação de 3,3%. Analistas do BTG Pactual destacaram em relatório nesta segunda-feira que, no geral, apesar de algum ruído em torno da utilização das reservas de capital da empresa para o pagamento de dividendos ordinários, saíram da teleconferência da empresa com analistas na sexta-feira com maior confiança de que os dividendos extraordinários serão baseados na posição de caixa da empresa. "A falta de despesas futuras significativas -- incluindo o crescimento inorgânico -- suporta pagamentos especiais antes do final do ano", afirmaram, reiterando recomendação de "compra" para as ações. Eles também elevaram o preço-alvo dos papéis de 49 para 52 reais, para refletir melhor as condições atuais do mercado, entre elas um real mais fraco.


- AZUL PN desabou 11,95%, após a companhia aérea reportar prejuízo líquido ajustado de 744 milhões de reais no segundo trimestre, com um impacto negativo de variação cambial no período de cerca de 3,1 bilhões de reais ante um desempenho positivo de 1 bilhão no mesmo período de 2023. A Azul também cortou suas projeções de crescimento de oferta e de Ebitda e aumentou a estimativa de alavancagem para 2024. Analistas do Goldman Sachs reiteraram recomendação de "compra" para as ações, avaliando que a empresa deve manter o poder de precificação, mas consideraram os números do trimestre fracos, bem como avaliaram como um evento negativo a revisão do guidance. Em teleconferências sobre os resultados, executivos da Azul adotaram um tom mais otimista para o segundo semestre, enquanto afirmaram que a empresa segue conversando com o Grupo Abra sobre a Gol acerca de eventuais oportunidades. GOL PN, que não está no Ibovespa, saltou 6,36%


- BANCO DO BRASIL ON fechou em alta 2,15%, em sessão majoritariamente positiva do setor no Ibovespa, com ITAÚ UNIBANCO PN subindo 0,14%, BRADESCO PN valorizando-se 0,68% e SANTANDER BRASIL UNIT ganhando 1,01%. BTG PACTUAL UNIT, que divulga seu balanço nesta semana, encerrou com elevação de 1,56%.


- WEG ON avançou 1,77%, respondendo também por uma contribuição relevante para a alta, na terceira sessão seguida de valorização. Analisas do Itaú BBA atualizaram suas previsões para a companhia, incluindo estimativa de Ebitda de 8,634 bilhões de reais, com margem de 22,6%, neste ano, acima da projeção anterior de 7,749 bilhões de reais, com margem de 22,1%. Para a receita, aumentaram a previsão em 9% e para o lucro, em 11%. Também reiteraram sua recomendação "outperform", com preço-alvo de 57 reais, citando entre os argumentos para tal visão um mercado global de transformadores em expansão, que deve impulsionar a receita e a lucratividade da WEG até o final da década, bem como uma inflexão positiva na demanda por produtos de curto prazo, aliviando as preocupações sobre preços e crescimento no segmento principal da WEG.


- VALE ON caiu 0,51%, em meio ao desempenho misto dos futuros do minério de ferro na Ásia. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, fechou em baixa de 1,08%, enquanto o vencimento de referência em Cingapura subiu 1,1%. No setor, CSN MINERAÇÃO ON, que divulga balanço após o fechamento, subiu 0,41%, enquanto CSN ON, que também reporta os números no final do dia, cedeu 0,09%. USIMINAS PNA avançou 1,85% e GERDAU PN valorizou-se 1,21%.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Ibovespa tem 4ª alta seguida e fecha na máxima desde fevereiro; Petrobras recua




O Ibovespa engatou a quarta alta consecutiva nesta sexta-feira e fechou na máxima desde o final de fevereiro, acima de 130 mil pontos, em meio à repercussão de uma bateria de balanços corporativos, com Vivara e Lojas Renner entre os maiores ganhos após resultados trimestrais acima das expectativas de analistas.

Na contramão, Petrobras encerrou em baixa, um dia após reportar o primeiro prejuízo trimestral em quase quatro anos, além de ter cortado previsão de investimentos e anunciado 13,57 bilhões de reais em remuneração a acionistas, utilizando para o pagamento 6,4 bilhões de reais das reservas de capital.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou em alta de 1,52%, a 130.614,59 pontos, maior patamar de fechamento desde 27 de fevereiro (131.689,37), acumulando um acréscimo de 3,78% na semana, após três semanas acumulando sinal negativo.

Na máxima do dia, chegou a 130.631,17 pontos. Na mínima, a 128.661,52 pontos. O volume financeiro no pregão somou 26,6 bilhões de reais.

O cenário externo favorável a ativos de risco endossou a performance das ações brasileiras, com alta nos pregões em Wall Street, recuo nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, avanço do petróleo. A queda do dólar ante o real e o alívio na curva de juros no Brasil reforçaram o tom positivo.

A equipe da Santander Asset Management afirmou que segue com posicionamento neutro na bolsa brasileira, conforme carta mensal enviada a clientes.

Eles avaliam que tanto o valuation das empresas como as projeções de lucros seguem construtivos, podendo sustentar uma eventual alta do Ibovespa. No entanto, ponderam que o patamar elevado de juros no Brasil e nos EUA retira a atratividade por investimentos em ativos de risco.

"Ainda não observamos um fluxo relevante do investidor estrangeiro na bolsa local e seguimos com poucos gatilhos que possam impactar positivamente o Ibovespa no curto prazo", afirmaram, chamando ainda a atenção para incertezas em relação à política fiscal.

Na pauta doméstica, o IPCA acelerou mais do que o previsto no mês passado, com alta de 0,38%, colocando a taxa em 12 meses em 4,50%, no limite da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, o que referenda perspectivas de manutenção da taxa Selic em patamar restritivo, com risco de aumento.

Para o economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal, o IPCA contribui para a percepção de que o processo desinflacionário no Brasil será, de fato, mais desafiador e reforça a cautela externalizada pelo Banco Central, bem como a expectativa de que a Selic permaneça em 10,5% até o fim do ano.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caiu 0,92%, após prejuízo líquido de 2,6 bilhões de reais no segundo trimestre, seu primeiro resultado negativo desde o terceiro trimestre de 2020, principalmente por impactos tributários e cambiais. Em termos recorrentes, teve lucro de 15,7 bilhões de reais, abaixo do esperado no mercado. A Petrobras também cortou previsão para investimentos em 2024, mas sem efeito na curva de produção. Analistas do UBS BB chamaram a atenção para o uso da reserva de capital para o pagamento de dividendos ordinários, avaliando que tira referência para previsões e adiciona incerteza sobre yields. O CFO da companhia disse que a estatal poderá distribuir dividendos extraordinários ao fim do ano se o caixa ficar acima do necessário para a empresa.

- VIVARA ON disparou 7,38%, marcando uma máxima desde meados de março, tendo no radar resultado do segundo trimestre com lucro líquido de 210,96 milhões de reais, quase o dobro do montante registrado um ano antes e maior do que projeções no mercado. A companhia também reportou uma expansão de 23,9% no Ebitda ajustado, para 164 milhões de reais, com a margem nessa métrica passando de 23,6% para 25%.

- LOJAS RENNER ON saltou 6,55%, alcançando uma máxima em três meses, reagindo ao lucro líquido de 315 milhões de reais no segundo trimestre, que superou as previsões de analistas. As vendas no conceito mesmas lojas cresceram 2,7% ante tombo de 6,8% no segundo trimestre de 2023.

- B3 ON avançou 5,9%, um dia após reportar lucro líquido recorrente de 1,23 bilhão de reais nos meses de abril a junho deste ano, alta de 5% ano a ano, contra expectativa média de analistas consultados pela LSEG de lucro de 1,17 bilhão de reais no período. A receita líquida cresceu 10,2%. A companhia ampliou programa de recompra em até 110 milhões de ações.

- ITAÚ UNIBANCO PN subiu 2,7%, em sessão positiva para o setor no Ibovespa, com BANCO DO BRASIL ON valorizando-se 1,37% e SANTANDER BRASIL UNIT fechando em alta de 1,38%. BRADESCO PN avançou 2,46%, tendo ainda como pano de fundo acordo com a John Deere Brasil S.A, que prevê um aporte de capital para deter 50% de participação do Banco John Deere, a fim de fortalecer seu posicionamento nos setores de agronegócio e construção. BTG PACTUAL UNIT, que divulga balanço na próxima semana, encerrou com acréscimo de 0,35%.

- CYRELA ON ganhou 5,42%, após a construtora divulgar avanço de 47% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao reportado no mesmo período do ano passado, para 412 milhões de reais, acima das previsões de analistas. O CFO da companhia disse que a Cyrela tem observado uma alta nos custos de construção, tema que é visto com preocupação pela liderança, mas isso não deve impactar as margens futuras.

- ALPARGATAS PN cedeu 4,35%, mesmo após divulgar lucro líquido de operações continuadas de 23,4 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízo apurado um ano antes.

- YDUQS ON recuou 3,46%, após divulgar uma queda de 22,5% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao apurado no mesmo período do ano passado, para 24,8 milhões de reais. Excluindo efeitos não recorrentes, o lucro subiu 9,1%.

- ASSAÍ ON perdeu 1,72%, enquanto agentes analisavam o balanço do segundo trimestre, que mostrou queda de 21,2% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 123 milhões de reais.

- VALE ON terminou com variação positiva de 0,37%, seguindo o tom mais positivo na B3, em dia de desempenho misto do minério de ferro na Ásia, onde o contrato mais negociado em Dalian, na China, fechou com acréscimo de 0,27%, enquanto o vencimento de referência em Cingapura caiu 0,78%.
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quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Ibovespa fecha na máxima em três semanas com aval externo e bateria de resultados



O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, favorecido pelo viés positivo de Wall Street, em sessão marcada pela repercussão de uma série de resultados corporativos na bolsa paulista, entre eles o de Embraer, que ficou acima do esperado, fazendo sua ação disparar 10%.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,9%, para 128.660,88 pontos, maior patamar de fechamento em três semanas, tendo tocado 128.792,99 pontos na máxima e 127.515,17 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou 20,4 bilhões de reais.


Investidores ainda aguardam uma bateria de balanços após o encerramento dos negócios na B3 nesta quinta-feira, incluindo os números de Petrobras, Suzano, Lojas Renner, B3 e Sabesp, entre outros.


Em Nova York, o S&P 500 avançou 2,3%, com novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos trazendo algum alívio em temores recentes sobre o ritmo de desaceleração da economia norte-americana. Na semana até 3 de agosto, os pedidos de auxílio-desemprego caíram mais do que o esperado.


"A aversão ao risco prevaleceu nos últimos dias devido ao receio de uma desaceleração mais severa da economia americana", observou o analista-chefe da Levante Inside Corp, Eduardo Rahal. "Nesse sentido, os dados de hoje (de auxílio-desemprego) foram bem recebidos pelos mercados", acrescentou.


DESTAQUES


- EMBRAER ON disparou 9,99% após alta de 50,6% no lucro líquido ajustado do segundo trimestre, para 416 milhões de reais, em resultado acima do esperado, com receitas avançando 23%. O CFO disse que a Embraer caminha para cumprir guidance do ano. Ainda no radar, o chefe da operação brasileira da Latam Airlines disse que a empresa está analisando opções para ampliar sua frota, incluindo os jatos E2 da Embraer.


- PETROBRAS PN fechou negociada em alta de 1,6%, endossada pelo avanço de mais de 1% do petróleo no exterior, antes da divulgação do balanço após o fechamento do mercado. Além dos números em si, agentes financeiros aguardam decisão da estatal envolvendo a distribuição de dividendos. No noticiário, fontes afirmaram à Reuters que a Petrobras conseguiu duas aprovações junto ao Ibama para ampliar sua produção no pré-sal.


- DEXCO ON saltou 5,95%, em meio à repercussão positiva do balanço do segundo trimestre da empresa de materiais de construção, com lucro líquido recorrente de 126,3 milhões de reais e Ebitda ajustado recorrente de 376,5 milhões de reais. Analistas do JPMorgan destacaram que os números foram "sólidos", com o Ebitda superando suas previsões e as do mercado, e que a companhia está entregando seu plano de "turnaround".


- ULTRAPAR ON desabou 5,94%, mesmo após dobrar o lucro líquido no segundo trimestre, com a principal divisão, Ipiranga, mostrando forte crescimento no desempenho operacional. O Ebitda ajustado recorrente aumentou 37%. Na véspera, as ações já tinham fechado com um salto de 8%. O CEO da divisão Ipiranga disse que o mercado de combustíveis no país deve ser mais equilibrado no segundo semestre.


- CVC BRASIL ON caiu 1,6%, tendo no radar prejuízo líquido de 22,2 milhões de reais para o segundo trimestre, que, no entanto, foi 86,7% menor do que o resultado negativo apresentado no mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado passou de negativos 16,2 milhões de reais para 70,3 milhões de reais. Na quarta-feira, os papéis tinham disparado quase 10%.


- BANCO DO BRASIL ON fechou em baixa de 0,42%, distante da mínima do dia, quando caiu quase 3,5%, conforme executivos do banco reafirmaram confiança na sua estimativa para o lucro no ano, mesmo com a revisão para cima no prognóstico para provisões. O BB reportou na véspera alta no lucro líquido ajustado para 9,5 bilhões de reais, mas o resultado teve aumento da inadimplência e queda em níveis de capital.


- ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,36%, enquanto BRADESCO PN encerrou com acréscimo de 1,14% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizou-se 0,39%.


- VALE ON recuou 0,61%, em meio ao desempenho misto dos futuros do minério de ferro na Ásia, com o contrato mais negociado em Dalian, na China, caindo 3,63%%, enquanto o vencimento de referência em Cingapura avançou 0,36%.


- CASAS BAHIA ON, que não está no Ibovespa, disparou 24,36%, após a varejista reportar o balanço do segundo trimestre com lucro líquido de 37 milhões de reais, revertendo o prejuízo de 492 milhões de reais um ano antes. A companhia também divulgou uma atualização sobre o plano de transformação. À Reuters, o presidente-executivo da Casas Bahia, Renato Franklin, disse que o segundo trimestre foi o ponto de inflexão e que agora a empresa terá crescimento.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Ibovespa fecha em queda juntos com bolsas em NY



O Ibovespa fechou em queda nesta sexta. Antes a força da economia dos EUA era um problema para a dinâmica de política monetária, agora a desaceleração reacende temores no mercado de uma recessão na maior economia do mundo.

Segundo a análise de Christian Iarussi, especialista em mercado de capitais e sócio da The Hill Capital, o Ibovespa seguiu um pouco do reflexo lá de fora. Chegou a cair 1% hoje, com a ótica de que os Estados Unidos podem estar se aproximando aí de uma recessão. A gente via um discurso de soft landing, um pouso suave em relação à desaceleração da economia, mas isso pode estar se invertendo para um hard landing.

Então desde ontem nós vimos um certo nervosismo nos mercados. A gente consegue perceber isso pelo VIX, que é o Índice do Medo, que vem trabalhando com altas seguidas, e hoje essa alta acabou se ampliando com uma tensão um pouco maior, reflexo de dados importantes esperados pelo mercado.

Nós tivemos dados americanos que vieram abaixo do esperado, o que de fato acaba sendo positivo quando a gente olha a política monetária, mas acabou se tornando aí um gatilho para a realização.

Lembrando que a gente tinha uma expectativa em relação ao payroll que saiu hoje, que também veio abaixo do esperado e acabou aí impulsionando basicamente um sell-off. Um mini sell-off. Então trazendo uma visão de que a gente possa ver cortes de juros de uma forma antecipada.

Então isso acaba trazendo um horizonte de um possível hard-landing.

Acompanhamos também o presidente do Fed de Chicago, né, Austin, dizendo que a economia americana cresce, mas está desacelerando. Com a queda de inflação e o esfriamento do mercado de trabalho, com os dados de payroll hoje, devemos cortar juros. Foram falas dele e isso acabou trazendo um certo impulso no mercado. Tanto é que os títulos americanos, olhando os mais curtos aí de dois anos, estavam caindo um pouco mais de 6% e o de 5 anos caindo um pouco mais de 5%. E isso acabou impulsionando o juros local. Então, nós vimos aí uma aceleração no fechamento da curva do Brasil, principalmente na região do miolo da curva, que é onde temos uma maior volatilidade.

Então, entre os destaques de alta, basicamente nós temos as empresas cíclicas, empresas mais sensíveis à curva de juros, se destacando nas altas do dia. Então temos Magazine Luiza, Petz e Pão de Açúcar que seguem no destaque. Mas o destaque principal é para a Eztec, trabalhando na maior alta do dia, se consolidando aí por conta do relatório divulgado. Estamos em temporada de balanço, e a empresa apresentou um lucro líquido no segundo trimestre deste ano, de um pouco mais de 17% em relação ao período do ano passado, e também a empresa acabou anunciando a distribuição de dividendos. Isso foi bem positivo e acabou ajudando no impulso de alta do dia.

Complementando em relação aos motivadores, além dessa cautela em relação à desaceleração da economia americana, nós temos também a economia chinesa, que acabou apresentando aí sinais de desaceleração, então tivemos também as commodities sofrendo com a baixa demanda, refletindo um pouco da prioridade da China em relação a investimentos ao invés de consumo. Além disso, tivemos aí um aumento dos conflitos no Oriente Médio, entre a Irã e Israel, o que acaba trazendo impacto significativo no preço das commodities quando a gente olha o cenário econômico global.

Quando a gente olha as quedas, temos um efeito de realização que o mercado vem trabalhando hoje. Então, em destaque nós temos Embraer. Foi uma companhia que teve uma performance acima de 9% no mês, então basicamente ela vem trabalhando numa realização, lembrando que também temos um impacto do câmbio. Empresas que têm sua receita dolarizada, exportação, acabaram sentindo.

A WEG também é um outro caso. Teve uma alta de um pouco mais de 20% no mês de julho, também vemos como uma realização hoje. Lembrando que a empresa teve um resultado bem positivo, sólido, vem mostrando um caixa bem resiliente, um crescimento acima do esperado e isso acabou fazendo com que a Weg tivesse uma excelente performance no mês passado, e hoje é apenas uma realização.

Eletrobrás também trabalhando entre as maiores quedas. Temos basicamente um pouco de ruído nas tratativas com o governo em que a empresa cederia mais assentos à União, no Conselho. Em contrapartida, a União assumiria integralmente a Eletronuclear, que é responsável pela gestão e investimento de Angra 3. Isso acabou sendo uma notícia negativa, acaba trazendo mais incertezas em relações aos termos de acordo com a União. Então o mercado aproveitou aí para poder realizar um pouco o ativo.

Em relação ao câmbio, hoje a gente viu o dólar chegar a bater a máxima histórica na região dos R$ 5,80, mas a moeda acabou se enfraquecendo durante o dia, mais por conta dos dados americanos, o movimento que nós vimos nas bolsas lá fora, os títulos americanos, os títulos do governo também entrando em realização. Por consequência, os juros aqui também acabaram seguindo o mesmo fluxo e tivemos aí uma melhora do real frente ao dólar. Também olhando os pares, o DXY caiu um pouco mais de 1%, trazendo aí um tom mais otimista para as moedas emergentes e o dólar acabou seguindo no mesmo fluxo.

Confira abaixo os dados de fechamento do Ibovespa e demais índices:

  • Ibovespa: 125.854,09 (-1,21%)
  • S&P 500: 5.346 (-1,84%)
  • Nasdaq: 16.776 (-2,43%)
  • Dow Jones: 39.736 (-1,52%)
  • Dólar: R$ 5,70 (-0,45%)
  • Euro: R$ 6,23 (+0,71%)
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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Ibovespa fecha em queda com bolsas dos EUA

A piora nas principais bolsas de Nova York e a queda do preço do petróleo no mercado internacional pressionam o Ibovespa hoje



A piora nas principais bolsas de Nova York e a queda do preço do petróleo no mercado internacional pressionam o Ibovespa, que fechou em queda nesta quinta-feira (01). Ações da Petrobras e da Vale, pesos pesados da bolsa, círam firme hoje.

Segundo análise de Anderson Silva, especialista em mercado de capitais e sócio da GT Capital, um dia após a manutenção da taxa básica de juros, tanto nos EUA como no Brasil, o IBOV após ameaçar engatar mais um dia de alta e rumar para os 130 mil pontos, acaba devolvendo os resultados do início.

No dia de hoje, seis empresas que estão entre as 10 mais pesadas do IBOV tiveram um dia negativo. Entre as maiores quedas, tivemos EMBR3 em movimento de realização de lucro. Papel está negociando em regiões de máximas. HYPE3 não conseguiu apresentar resultados satisfatórios em seu último balanço e DXCO3 com investidores na espera da divulgação do balanço referente ao 2º semestre de 2024.

Na ponta de cima, vemos VIVT3, que reportou um resultado consistente e em meio a dúvidas que pairam sobre o mercado de maneira geral, traz a expectativa de uma excelente distribuição de dividendos. Além disso, MRFG3 se recuperando das quedas recentes quedas e WEGE3 subindo após um balanço acima do esperado.

O Dólar bate nova máxima quando chegou acima dos R$5,74 com a manutenção da Taxa de juros por mais um período nos EUA, o que novamente faz com que os investidores possam aproveitar por mais tempo a renda fixa americana, prejudicando o Real.

A manutenção da taxa de juros no Brasil aconteceu, porém vejo que o governo não fez de fato nenhuma ação concreta que pudesse melhorar o cenário interno com relação ao fiscal, o que deixou os vencimentos futuros de DI mistos e alguns ainda pedindo um prêmio maior, ou seja, o Governo diz “baixe os juros”, o Mercado diz “suba os juros” e o Banco Central faz malabarismos para equilibrar tudo isso.

Confita abaixo os dados de fechamento do Ibovespa e demais índices:

  • Ibovespa: 127.395,10 (-0,20%)
  • S&P 500: 5.446 (-1,37%)
  • Nasdaq: 17.194 (-2,30%)
  • Dow Jones: 40.346 (-1,21%)
  • Dólar: R$ 5,73 (+1,41%)
  • Euro: R$ 6,18 (+1,11%)
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quarta-feira, 31 de julho de 2024

Ibovespa fecha sua sessão em alta em mais uma Superquarta

O mercado repercute a manutenção dos juros nos EUA pela oitava vez seguida, enquanto aqui, é aguardado a decisão do BC após o fechamento da bolsa



Nesta quarta-feira (31), o Ibovespa finalizou sua sessão em alta de 1,20%, em 127.651,81 pontos. Após dois dias de baixa, o mercado se recupera em dia de agenda cheia.

O mercado repercute a manutenção dos juros nos EUA pela oitava vez seguida, enquanto aqui, é aguardado a decisão do BC após o fechamento da bolsa.

No Estados Unidos, além das divulgações da Variação de Empregos Privados ADP e do PMI de Chicago, foi comunicado a decisão do Fed, que a taxa de juros no intervalo entre 5,25% e 5,50% ao ano, uma decisão que foi unânime entre os membros do comitê.

Além disso, Jerome Powell também discursou e deu pistas sobre a política monetária americana. Assim, os índices em Wall Street terminaram em alta.

No velho continente, os principais índices na Europa fecham o dia de forma mista. Os investidores repercutem a rodada de dados preliminares de inflação em julho no continente, após os PIBs divulgados ontem.

No cenário local, além da divulgação do Pnad e de discursos do presidente Lula, os investidores aguardam a decisão do Copom, que será divulgada às 18h.

O dólar fechou em alta de 0,68%, cotado a R$5,65. A moeda norte-americana registrou uma cotação máxima de R$ 5,68 e mínima de R$ 5,60. Essa alta se justifica devido as decisões sobre juros nos EUA, aguardo do Copom e com repercussão do BoJ.

Por fim, um destaque dentro do Ibovespa é valorização da maioria dos papéis da carteira do índice.

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