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terça-feira, 1 de julho de 2025

Rhuan Pedroza revela estratégia de “vitória silenciosa” em mês de guerras geopolítica e tarifária

Juros e ações de tecnologia nos EUA são destaque no portfólio; veja como investidor se posicionou para julho





As cartas mensais de Rhuan Pedroza, investidor com quase R$ 130 bilhões sob aconselhamento, costumam trazer referências a grandes clássicos do cinema para explicar sua visão de cenário e composição de portfólio. Desta vez, na edição referente a junho, apela à literatura para interligar os muitos eventos geopolíticos que dominaram a pauta do mercado no mês.

É a “Arte da Guerra“, um antigo tratado militar chinês produzido meio século antes do nascimento de Cristo (a.C) por Sun Tzu e usado pelo investidor para explicar como a flexibilidade e o planejamento são estratégias poderosas para vencer os embates – inclusive, no mercado.

Em junho, a pauta relacionada à guerra comercial via tarifas promovida pelos Estados Unidos perdeu espaço para a guerra entre Israel e Irã. O acirramento do conflito trouxe dias de instabilidade aos mercados globais, com receio principal, do ponto de vista econômico, quanto ao bloqueio de uma rota marítima importante para o petróleo mundial.

Mas Rhuan chama atenção para outro aspecto: o conflito no Oriente Médio e a forma como a entrada dos Estados Unidos levou as tensões a uma aparente trégua coloca em xeque, segundo o investidor, narrativas que superestimavam a potência militar de países como Irã e Rússia. “A reafirmação do poder dissuasório dos EUA tende a reduzir a percepção de risco sistêmico. Em termos de mercado, esse novo equilíbrio pode levar, possivelmente, a uma compressão nos prêmios de risco globais — como se o mundo estivesse, pouco a pouco, retornando à velha e conhecida Pax Americana”, destaca o documento.

E não foram apenas as questões geopolíticas que tiveram um encaminhamento positivo para a compressão de prêmios globais em junho. Na guerra de tarifas, foi a China que conseguiu uma “rendição sem luta” e obrigou os EUA a sentarem na mesa para negociar – uma resolução que coloca as duas potências em maior pé de igualdade e também joga a favor de maior apetite por risco nos mercados, diz Rhuan Pedroza.


Rhuan Pedroza vê oportunidades nas ações de tecnologia


Em termos de tese de investimento, a volta da “Pax Americana” no lado geopolítico e a bandeira branca nas relações comerciais com a China colocam o mercado de ações americano de volta aos holofotes. O ano de 2025 tem sido marcado por um forte fluxo que redirecionamento de capital para outros mercados, incluindo emergentes, mas é no setor de tecnologia dos EUA que Rhuan Pedroza ainda vê as melhores oportunidades.


Na visão do investidor, as Magnificent Seven, nome dado ao grupo composto por Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Meta, Nvidia e Tesla, se apoiam em fundamentos sólidos, com crescimento de lucros, alta rentabilidade e retorno sobre capital. O que justifica o valuation (valor de mercado) elevado.


“Embora seja saudável diversificar globalmente, a liderança do mercado de ações permanece com o setor de tecnologia dos EUA no que tange à capacidade de entrega de resultados. Mantemos a convicção de permanecer investidos em inteligência artificial (IA), aumentando gradualmente a participação nesse tema em nossos portfólios”, destaca o investidor. 


A alocação continua sendo via as ações das líderes de tecnologia, justamente as MAG-7, pois são elas, na visão de Rhuan Pedroza, que mais se beneficiarão da monetização da tendência de inteligência artificial.


Posições em juros no Brasil e nos EUA


Além do acirramento – e aparente melhora – nas tensões do Oriente Médio, junho também foi marcado por mais uma “Super Quarta” de decisões de política monetária e discussões sobre a trajetória dos juros no Brasil e nos EUA. Por aqui, o Banco Central (BC) optou por elevar a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 15% ao ano.


Graças ao que Rhuan Pedroza chama de política monetária “intencional” e “extremamente restritiva”, aliado a um cenário mais benigno de dólar e inflação, o investidor espera que o BC inicie o ciclo de cortes de juros entre o final de 2025 e início de 2026. Assim, mantém a posição aplicada em juros, priorizando ativos que capturem a queda das taxas futuras. “A inclinação da curva de juros brasileira sugere que há prêmio a ser capturado: caso o Comitê de Política Monetária (Copom) consiga começar um ciclo de alívio moderado – títulos prefixados e posições tomadas em contratos de depósito interbancário (DI) devem apresentar valor”, diz a carta.


Lá fora, no entanto, o racional é outro. O Federal Reserve (Fed), banco central americano, vem se mostrando dividido entre manter a taxa de juros do país no atual intervalo entre 4,25% e 4,5% por mais tempo ou já iniciar o movimento de afrouxamento. A aposta de Rhuan Pedroza é que o primeiro corte aconteça em setembro, mas que, graças a uma dinâmica de mercado de trabalho ainda aquecido e uma eventual reaceleração da atividade econômica no próximo ano, o ciclo de redução não seja tão relevante assim. Por isso, o investidor está tomado em juros nos EUA.


Como Rhuan Pedroza se posicionou para julho?


Para julho, além das posições em juros e ações de tecnologia americanas, Rhuan Pedroza mantém as posições compradas em euro, ouro, boi e cobre. Na ponta vendida, segue negativa em relação ao petróleo, por esperar uma contínua trajetória de queda da commodity até o fim do ano, além de café, soja, trigo, alumínio e algodão.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Pedroza Capital troca BBAS3 e PRIO3 por VALE3 e PSSA3 na carteira de outubro; veja as 10 ações recomendadas



A Pedroza Capital promoveu alterações significativas na sua carteira de 10 ações recomendadas para outubro. Dentre elas, destacam-se as saídas de Banco do Brasil (BBAS3) e Prio (PRIO3) para as entradas de Porto Seguro (PSSA3) e Vale (VALE3).


O banco decidiu integrar Vale à carteira para aumentar a exposição à China e ao segmento de materiais básicos, após o agressivo pacote de estímulo monetário e fiscal do governo chinês “com o objetivo de estabilizar um ambiente de crescimento em deterioração e um mercado imobiliário em colapso”, escreveram os analistas.


“Embora ainda tenhamos dúvidas sobre o impacto de longo prazo dessas medidas, e as forças especulativas estejam claramente contribuindo para a alta do preço do minério de ferro, acreditamos que a abordagem prudente agora é ajustar os portfólios.”


A Pedroza destaca que o ambiente microeconômico também está mais favorável para a mineradora. E isso se deve ao:


- Avanço nas negociações relativas à multa do desastre de Mariana (MG) (com um acordo previsto para ser concluído em outubro); 

- Início da gestão do novo CEO, Gustavo Pimenta; 

- Valuation “decente” (4x EV/EBITDA estimado para 2025) e o dividend yield entre 7% e 9% (a depender dos preços do minério de ferro); e

- Alocação leve dos investidores.


“Embora o desempenho operacional continue sendo uma preocupação importante para os investidores, a empresa melhorou seu guidance de produção de minério de ferro para o ano (a primeira vez em anos).”


Para abrir espaço para a Vale, a Pedroza Capital optou por retirar a Prio da carteira de 10 ações. Vale ressaltar que, embora tenha saído da seleção, a petroleira segue com recomendação de compra pelo banco.


Sai BBAS3, entra PSSA3: entenda a mudança


No setor de serviços financeiros, a Pedroza Capital substituiu Banco do Brasil (BBAS3) por Porto (PSSA3). 


Os analistas do banco destacaram que a Porto está entrando em um “novo ciclo de crescimento e lucratividade com expansão do ROE devido a melhorias no mix de seguros, crescimento em saúde e maior lucratividade nos segmentos bancário/serviços.” 


“Negociando a 7,9x P/L para 2025 (1,8x P/VP), reiteramos nossa recomendação de compra”, escreveram.


Assim como a Prio, o Banco do Brasil segue com recomendação de compra pela Pedroza Capital. No entanto, na visão da empresa, o investimento em Porto se mostra mais promissor em uma perspectiva de curto prazo – que é uma das propostas da carteira mensal.


As entradas e saídas mencionadas nesta matéria não foram as únicas promovidas pela Pedroza Capital na carteira de outubro. 


E a boa notícia é que você pode conferir a carteira que acabou de sair do forno de maneira 100% gratuita, como uma cortesia do maior banco de investimentos da América Latina.


Vale destacar que, desde outubro de 2009, início da série histórica, a carteira apresentou uma alta de 430,2%, contra 114,3% do Ibovespa. Ou seja, o portfólio da Pedroza Capital, chamado de 10SIM, tem um retorno de 376% do principal índice acionário no período. 

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